Trabalho

Meta é criar 1 milhão de empregos este ano, diz ministro

A meta é menor que a apresentada no início de 2014, quando o governo confiava na geração de 1,4 milhão a 1,5 milhão de postos de trabalho

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(Wikimedia Commons)

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou nesta quinta-feira, 17, que a meta do governo é de criar 1 milhão de empregos este ano. A meta é menor que a apresentada no início de 2014, quando o governo confiava na geração de 1,4 milhão a 1,5 milhão de postos de trabalho até 31 de dezembro. Apesar da redução, o ministro disse que a economia brasileira está consolidada. “Acho que o Brasil não tem mais como retroceder. O Brasil é uma economia consolidada”, disse. Em 2013, foram gerados 1,1 milhão de vagas.

 

Ao ser questionado sobre a meta para este ano sinalizar uma geração de empregos no segundo mestre menor que nos primeiros seis meses de 2014, Dias se disse surpreendido pelo desempenho da indústria de transformação, que pontuou o terceiro mês consecutivo de demissões no Caged de junho. No acumulado do ano até junho, a criação líquida de empregos formais é de 588.671 vagas, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta.

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“Havia no início do ano uma outra expectativa. Não havia essa questão da indústria, por exemplo. Nos três primeiros meses, a indústria vinha gerando empregos, o setor automobilístico batia recordes e havia indicativos de que manteríamos aquele ritmo. Mas certamente vamos retomar a reposição (das demissões)”, disse.

 

O ministro avaliou que o pacote de medidas anunciado pelo governo para o setor industrial, no mês passado, deverá ajudar na retomada. Dias considerou, ainda, que o País não tem “mais trabalhadores para empregar, na medida em que atingimos o pleno emprego”.

 

Dias afirmou que o fraco desempenho das gerações de vagas em junho, de apenas 25.363 no mês – a pior desde 1998 – frustrou as expectativas do governo. “Esperava mais, porque não havia nenhum indicativo dessa situação”, disse. “O grande fato causador da diminuição foi a indústria, que no ano ainda continua positiva”, disse.

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O ministro, contudo, voltou a dizer que o mercado de trabalho vai se reaquecer ao longo do segundo semestre. “O mês que vem (julho, em relação a junho) já começam as encomendas para o Natal, e as contratações da indústria já visando o dia dos pais e o fim do ano”, disse.

 

Sobre o setor da construção civil, que demitiu 12.401 trabalhadores no mês, a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida irá puxar contratações. “O novo Minha Casa, certamente, vai estimular a retomada da construção civil”, confiou.

 

Estímulo

 

Diante do quadro regressivo da economia brasileira, com a geração de empregos em junho menor que a esperada, o governo deve adotar medidas nos próximos dias para estimular as micro, pequenas e médias empresas, sinalizou o ministro. “O governo vai baixar, nos próximos dias, medidas para atender a micro, pequena e média empresas. Vai melhorar em todas ações de facilitação dos processos”, disse.

 

O ministro não quis precisar quais seriam as medidas, indicando apenas que elas visam melhorar o ambiente burocrático entre governo e empresas. Dias sinalizou, contudo, que pode haver desonerações de impostos. “Está sendo discutida também (a redução tributária)”, afirmou.