Mesmo com crise, trabalhadores no exterior não voltam à terra natal

Para que isso ocorra, é necessário que o cenário no país de origem seja mais favorável do que onde estão no momento

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SÃO PAULO – Dados de pesquisas diversas revelam que a crise mundial da economia não fez com que as pessoas que optaram por trabalhar em outros países voltassem à sua terra natal.

A conclusão é de um estudo do MPI (Migration Policy Institute). Segundo o instituto, a imigração em massa de profissionais que estão no exterior depende de uma mudança mais complexa em âmbito econômico, social e político.

A principal razão é que, para que as pessoas voltem, é necessário que o cenário no país de origem seja mais favorável do que o do lugar onde elas estão no momento, o que não está acontecendo.

Crise atual x turbulências anteriores

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O estudo indica, portanto, que esta crise está sendo diferente das turbulências anteriores, que afetaram um número limitado de países. Desta vez, o mundo todo foi afetado, embora em intensidades diferentes.

Um exemplo disso foi a crise financeira asiática ocorrida no final dos anos 1980. A crise não foi fatal para os Estados Unidos ou a Austrália, por exemplo, dois países que todos os anos recebem um número considerável de imigrantes, temporários, permanentes, legais e ilegais.

Imigração permanentes

De acordo com o MPI, imigrantes permanentes têm menor propensão a se deixar levar por crises econômicas e voltar ao país de origem. Desde o início da turbulência, por exemplo, a quantidade de imigrantes que obtêm visto permanente para residir nos Estados Unidos se manteve estável, embora o país tenha sido, sem dúvida, afetado.

O mesmo pode ser observado na Austrália e no Canadá. Na realidade, nos últimos anos, houve aumento no número de imigrantes permanentes admitidos com base em suas habilidades e em sua formação.

Na Austrália, no período entre julho e dezembro de 2007 e julho e dezembro de 2008, as altas foram de 15% e 19%, respectivamente. Além disso, desde dezembro, não houve retração no número de imigrantes permanentes para o país.

Já no Canadá, houve expansão entre 2007 e 2008, de 14%. Já no primeiro trimestre deste ano, registrou-se alta na comparação com o mesmo período do ano passado, de 53.147 para 53.549.

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