Emprego

Mercado executivo desaquece no 1º semestre no Brasil

Pesquisa da De Berndt revela que contratação do serviço de Recrutamento e Seleção de Executivos caiu 12% no País

SÃO PAULO – A contratação do serviço de Recrutamento e Seleção de Executivos no Brasil caiu 12% no último semestre. Os dados foram divulgados neste segunda-feira (23) e fazem parte de uma recente pesquisa da consultoria De Bernt Entschev Human Capital.

De acordo com o levantamento, que contou com a opinião de executivos e gestores estratégicos de 200 empresas, tal queda foi motivada pela revisão de investimentos das companhias do País.

Segundo 27% dos profissionais consultados, a baixa de percentual foi causada pelos altos encargos trabalhistas, a inflação de salários e a escassez de profissionais qualificados.

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“Dos 100 executivos em processo de recolocação consultados, 87% confirmaram uma escassez maior na oferta de oportunidades”, informa a pesquisa, que afirma ainda que o reflexo destas causas podem ser notados na queda da previsão do PIB brasileiro de 2012, previsto pelo governo em 2,5%, mas pelo próprio mercado em 1,9%.

Políticas ineficientes
Outros motivos que também podem ter influenciado a baixa nas contratações foram ainda a política ineficiente do governo para redução de impostos e a crise global. Na pesquisa, tais itens tiveram, respectivamente, 22% e 12% dos votos.

“Devido à falta de agilidade e assertividade do governo em adotar políticas eficientes de fomento a indústria, ao consumo e ao alto custo de impostos e mão de obra, parece que estamos perdendo aos poucos aquele brilho do país perfeito para se investir”, declarou o presidente da De Bernt Entschev Human Capital, Bernardo Entschev.

Em alta, apenas a divisão de Outplacement se destacou, com um acréscimo de 8% na procura – o número inclui tanto a modalidade individual do serviço quanto a coletiva, utilizada em transferências e fechamentos de fábricas. “As empresas têm sido muito mais cautelosas para desligar grandes grupos, mitigar riscos e manter um bom relacionamento e imagem com os sindicatos e o mercado”, informou o presidente da organização.