Mercado de trabalho: médicos são cada vez mais jovens!

De acordo com pesquisa do Cremesp, 14,22% dos médicos têm entre 30 e 34 anos; dentre mais jovens, maioria é mulher

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SÃO PAULO – 18 de outubro: Dia do Médico. De acordo com pesquisa realizada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), há cada vez mais médicos jovens no mercado de trabalho, o que indica que a categoria caminha para uma “juvenilização”.

A média de idade é de 42 anos, sendo que 86,61% dos médicos têm entre 25 e 59 anos, com 14,22% na faixa etária de 30 a 34 anos. Os dados mostram que mais de uma quarto dos médicos (28,67%) está no exercício da profissão há nove anos ou menos. Metade desse grupo (14,42%) trabalha há quatro anos ou menos.

Atividade masculina

Dentre os médicos inscritos no Cremesp (92.558), 61,65% são homens e 38,35%, mulheres. Com relação aos novos inscritos (3.030), por sua vez, as mulheres passam à frente: 50,58%, ou 1.568, contra 49,32% (1.462) dos médicos.

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“A feminilização é uma tendência que parece irreversível entre os novos profissionais, mas a presença no mercado ainda é masculina”, descreve o estudo.

Como reflexo da presença cada vez maior das mulheres nas turmas de formatura e conseqüente inscrição no Cremesp, a faixa de profissionais mais jovens – entre 20 e 24 anos – já tem domínio feminino, com 50,58% delas ante 49,32% deles. A superioridade masculina já aparece no grupo etário de 25 a 29 anos, onde dos 12.920 com registros em atividade, 50,56% são homens.

Especialização

Menos de 40% dos médicos do estado de São Paulo cursaram residência – modalidade de ensino de pós-graduação destinada somente para a categoria.

São Paulo se traduz num pólo de atração, com uma porcentagem ainda pequena de migrantes de outros Estados nas escolas médicas de graduação (5%), subindo na Residência Médica (19%) e ocupando mais de um terço dos profissionais do Cremesp. Dentre os médicos atuantes em São Paulo, 38% formaram-se em outros estados.

Quase metade dos médicos formados em São Paulo nos últimos dez anos nasceram em outros estados. São Paulo tem 1.732 médicos estrangeiros inscritos no Cremesp, sendo o maior número de bolivianos (462), portugueses (223) e peruanos (152). “Para obter o registro no Conselho de Medicina, o médico estrangeiro precisa revalidar o diploma numa escola pública de medicina do Brasil”, diz o documento.