Mercado de trabalho: diminui diferença de rendimento dos brasileiros

Segundo pesquisa que levou em conta gêneros e setores, queda contribuiu para reduzir desigualdade de renda familiar

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SÃO PAULO – Os salários dos trabalhadores brasileiros diferenciados por gênero, raça, espaço e pela questão da formalidade ficaram mais equilibrados entre 2001 e 2005, contribuindo para a queda da desigualdade de renda das famílias do País.

Isso é o que mostra o estudo “Discriminação e Segmentação no Mercado de Trabalho e Desigualdade de Renda no Brasil”, realizado por Ricardo Paes de Barros, Samuel Franco e Rosane Mendonça, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Queda na desigualdades

De acordo com o estudo, em relação a homens e mulheres, enquanto em 2001 a diferença de salários era de 58,1%, este percentual caiu para 56,1%, em 2005. Quando o assunto são as raças, a queda foi de 12,9% para 11% no período analisado.

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Já entre as pessoas que moram nos centros urbanos e em áreas rurais, a diferença na remuneração passou de 12% em 2001 para 8,4% em 2005. Com relação a diferença entre os setores da economia, em 2001, a desigualdade dos salários era de 8,2% e caiu para 6,4% quatro anos depois.

Quando analisada a formalidade dos trabalhadores, no entanto, a situação é diferente. Em 2001, a diferença de salários entre as pessoas que trabalhavam com carteira assinada e na informalidade era de 36,4%, ante 40,6% há dois anos. Entre os formais e autônomos também existe um aumento: de 20,1% na diferença dos rendimentos em 2001 para 43,5% em 2005.

Renda familiar

Ainda segundo o estudo, as formas de discriminação (gênero e cor) responderam por 4% de redução na desigualdade de renda familiar per capita (por pessoa), enquanto as diferenças por segmentação (espacial, setorial segmentos informal/formal) foram responsáveis por queda de 14%.