Mercado de trabalho brasileiro reduz o desemprego

Pesquisa da CNI revela que o número de contratações é maior que a procura por emprego

SÃO PAULO – De acordo com a pesquisa divulgada nesta última sexta-feira (3) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o número de contratações é acima da procura por emprego no Brasil. Cerca de 2 milhões de brasileiros conquistaram um emprego formal.

Além disso, o emprego com carteira assinada no setor privado cresceu 9,1% no primeiro semestre de 2008 quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

As novas oportunidades de atuação no mercado de trabalho também aumentaram para os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada.

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Após 13 meses de variação negativa, o índice desse segmento passou a crescer em aceleração intensa, chegando a 6% em agosto de 2008.

Uma das possíveis explicações para esse aumento é o período eleitoral, que contribuiu com a criação de empregos informais e temporários.

Taxa de desemprego deverá diminuir até dezembro

O fim de ano pode ser promissor para vários brasileiros. Com a diminuição da taxa de desemprego, o índice, que já apresenta queda desde março de 2008, persiste até dezembro. Segundo estimativas do levantamento feito pela CNI, a taxa de desemprego chegará a 6,7%.

Assim, a expectativa é que a média anual da taxa de desemprego seja de 7,9%.

Maiores salários

A expansão da oferta de emprego no País também possibilitou um crescimento de 2,1% na média de rendimento dos trabalhadores brasileiros em agosto de 2008 em comparação ao mês anterior. Um dos fatores que podem ter acarretado esse número foram as negociações salariais.

Com o maior número de vagas disponíveis no mercado, as empresas passaram a oferecer um salário maior para atrair os candidatos qualificados, 74% das negociações salariais asseguraram um aumento do salário acima do índice de inflação do primeiro semestre de 2008 divulgados pelo Diese.

Autônomos e servidores públicos

Dentre os trabalhadores que tiveram maior salário, destacam-se os que exercem atividades por conta própria, com um ganho de renda real de 12,3% em agosto frente ao mesmo mês do ano anterior. Tal aspecto é possível devido à maior flexibilidade de compensação de remuneração em relação a variação dos preços.

O outro segmento que teve um aumento de salário foi entre os trabalhadores do setor público, 10,3%, por causa dos dissídios do governo, que foram muito acima da média do setor privado.

Contudo, toda a população economicamente ativa brasileira teve um aumento da massa salarial de 10,7% em termos reais no mês de agosto quando comparado ao ano anterior. A segunda maior variação desde 2002.

A tendência é que, em 2009, haja um menor ritmo de crescimento na economia brasileira, pelas altas taxas de juros, dificuldades de captação de crédito e também com a atual crise econômica mundial.