Mercado consumidor brasileiro ganha mais 8,9 milhões de pessoas

Este é o número de pessoas que adquiriram poder de compra nos últimos dois anos; atualmente, há 126 milhões nesta condição

SÃO PAULO – O mercado consumidor brasileiro ganhou 8,9 milhões de pessoas nos últimos dois anos. Este é o número de indivíduos que antes de dezembro de 2002 eram incapazes de adquirir qualquer tipo de produto além de itens de primeira necessidade.

As informações foram disponibilizadas pela empresa Cheque-pre.com na última quinta-feira (24) e fazem parte do Dimensionador do Poder de Compra (DPC), índice que começa a ser apurado neste mês.

De acordo com a pesquisa, entre os 180 milhões de brasileiros, 126,6 milhões, ou 70,3% do total, possuem algum poder de consumo proveniente de rendimentos do trabalho. Vale ressaltar que o estudo considera apenas pessoas com idade acima de dez anos. As crianças são incluídas na capacidade de compra da família.

Poder de compra restrito

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O Dimensionador do Poder de Compra revelou que 40,4 milhões de brasileiros vivem com renda de até um salário mínimo. Este contingente equivale a 22,4% da população nacional e está à margem do mercado consumidor, uma vez que gasta apenas para a simples sobrevivência.

No extremo oposto do ranking de rendimentos, representando 3,3% dos cidadãos, encontram-se apenas 5,8 milhões de pessoas, cujos ganhos mensais ultrapassam os dez salários mínimos.

A mesma pesquisa mostra também que 26,9% dos brasileiros possuem poder de compra mensal acima de US$ 200. Esta porcentagem corresponde a 48,4 milhões de pessoas.

Segundo o relatório, a população economicamente ativa do Brasil gasta cerca de R$ 116,8 bilhões ao mês. Só a movimentação com cartão de crédito corresponde a R$ 26 bilhões, enquanto as operações com cheques representam R$ 90,8 bilhões.

Metodologia da pesquisa

O novo índice referente ao mercado consumidor é calculado a partir das análises de crédito e consumo realizadas pela Cheque-pre.com, que processa cerca de 40 milhões de informações por mês, das quais 25 milhões relativos à consulta de cheques.

Segundo o documento divulgado pela empresa, os 8,9 milhões de novos consumidores utilizaram qualquer forma de pagamento nos últimos anos, como dinheiro, cheques, carnês e cartões de crédito ou débito.