Menos de 30% das empresas com capital de origem latina são novas em expatriar

Boa parte das transferências ocorre para outros países sul-americanos, revelou pesquisa da Mercer

SÃO PAULO – Menos de 30% das empresas com capital de origem na América Latina são novas em processos de expatriação de funcionários.

Os dados constam da pesquisa “Transferências Internacionais 2010” da consultoria Mercer, que analisou mais de 220 multinacionais de todos os segmentos e constatou que a maioria envia empregados em transferências internacionais há mais de 8 anos.

Boa parte das transferências ocorre para outros países sul-americanos, o que, segundo a consultoria, representa investimentos consistentes na região. 

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Gastos
Outro ponto do estudo que chama a atenção diz respeito ao recrutamento do candidato ideal. Cada vez mais as companhias se preocupam em trazer para a posição alguém com “bagagem externa”, em virtude da dificuldade em passar o conhecimento adquirido na repatriação a outro funcionário.

O suporte ao cônjuge e à família é cada vez mais nítido. Tal movimento sinaliza a preocupação das companhias em não perder seus funcionários.

Parâmetros globais
Entre as empresas espalhadas pelo mundo, os custos administrativos e financeiros fizeram com que as políticas de mobilidade fossem revistas por seus gestores.

A pesquisa revelou que nove entre dez empresas ao redor do globo estão revisando ou planejam revisar a política de expatriação, o que inclui benefícios e ajudas de custo, como forma de reduzir despesas.

Os tradicionais benefícios, ajudas de custos e prêmios, comumente atrelados a essa modalidade profissional, podem estar com os dias contados nessas companhias. A tendência entre essas empresas é a adoção de contratos “simples”.

De acordo com a pesquisadora sênior da Mercer, Madeleine Berger, as organizações estão revisando suas políticas de expatriados não somente para controlar custos, mas para promover consistência nos mercados de crescimento acelerado e nos quais as disparidades nas políticas corporativas podem ter sido reveladas.

Benefícios
Alguns tópicos como remuneração e viagens continuaram praticamente estáveis em relação ao processo anterior da revisão de gastos pelas empresas. Abre-se exceção no segundo caso para as empresas da América do Norte, onde 46% pagam apenas algumas despesas.

Com relação à segurança, mais de um terço das empresas tem expatriados em locais de alto risco, resultando em um aumento na preocupação desses assuntos nas empresas. Aproximadamente dois terços das companhias têm um plano de abandono formal caso a situação fuja de controle.

Outro ponto importante, a moradia, é normalmente subsidiada pelas empresas, no entanto, o empregado é responsável pelo pagamento das despesas com moradia no país de origem. Na América do Norte, os gastos são integralmente quitados pelas companhias.