Médicos: trabalham mais, com melhores salários e chances de emprego

Pesquisa da FGV destaca ranking das profissões, levando em conta salário, empregabilidade e jornada de trabalho

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SÃO PAULO – Para aqueles que acham que estudam muito, trabalham demais e que ganham pouco, um dado interessante pode servir de medida: os profissionais de medicina são os mais workaholics, trabalham em média 52 horas por semana!

Os dados fazem parte da pesquisa “O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho”, realizada pelo Centro de Políticas Sociais vinculado ao IBRE-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

O estudo destaca o ranking das profissões no País, levando em consideração os itens salário, empregabilidade e jornada de trabalho.

Mais emprego e maiores salários para os médicos

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Se estes profissionais ganham no item horas de trabalho, os médicos parecem ter seus esforços compensados. Isso porque, analisando os dados da pesquisa, quando o assunto é a combinação de salário e chances de conseguir emprego, os médicos com nível de doutorado lideram o ranking.
Ganham, em média, R$ 5.091,00 mensais e 92,64% deles estão empregados, seguidos pelos graduados em medicina, que têm remuneração média de R$ 3.841,00 e 90,50% estão colocados.

Porém, quando o assunto é apenas remuneração, os administradores pós-graduados assumem a liderança. De acordo com o estudo, são os profissionais mais bem pagos, com salário médio de R$ 5.210,00! Em relação ao mercado de trabalho, quase 90% destes profissionais estão ocupados.

No caminho oposto, os formados em Teologia ficam com 60ª (e última) posição do ranking da FGV, com salário de R$ 1.183,27.

Perfil dos profissionais

Analisando-se a relação homens/mulheres no mercado de trabalho, a pesquisa revela que 64,70% dos profissionais de comunicação são mulheres. Na segunda posição aparece Direito, com 42,28%, seguido de perto por Administração de Empresas: 39,96%. Medicina fica com a quarta colocação, com 37,92% de profissionais do sexo feminino.

Já em relação à localização, São Paulo fica com a maior concentração de profissionais: Administração (43,76%), Comunicação Social (42,59%), Direito (33,45%), Ciências Econômicas (33,30%), Engenharia Civil (29,40%) e Medicina (28,96%).

Esforço: vale a pena?

Para os que estão desmotivados em relação à carreira, um consolo: de acordo com a FGV, o Brasil é o país latino-americano com mais altos retornos, quando se leva em consideração a diferença de salários entre quem cursa uma universidade e os demais.

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Porém, vale mencionar a desigualdade social brasileira, que faz com que apenas uma pequena parcela da população tenha acesso às universidades: 4,4 milhões de pessoas.

A pesquisa se mostra, entretanto, otimista neste sentido. Utilizando como base a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), destaca que a taxa de crescimento de freqüência ao nível superior foi de 26% entre 2001 e 2003. Tal avanço foi puxado pelas universidades particulares (30%), contra 15% das públicas.

Um último dado: hoje, das pessoas que fazem um curso superior, quase 75% delas estão nas universidades privadas. Para mais detalhes sobre a pesquisa, acesse www.fgv.br.