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Médica de 84 anos perde licença por não saber usar computador nos EUA

Idosa afirma que não gosta de trabalhar com a "medicina eletrônica" 

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SÃO PAULO – Uma médica de 84 anos enfrentou um processo judicial em New Hampshire, nos Estados Unidos, em que perdeu sua licença de atuar na profissão por se recusar a usar computadores em seu consultório, segundo o site Arstechina. 

A Dra. Anna Konopka se recusou a usar computadores e a participar da nova lei do estado que obriga que todos os consultórios médicos devem registrar virtualmente as receitas médicas  que prescrevem. Em outubro,  um dos paciente de Konopka foi à justiça afirmando que ela não guardava registro do que prescrevia dentro das normas da lei.

O órgão do governo responsável passou a cobrar a médica, para que passasse a registrar suas receitas. Mas ela, na verdade, nem tinha computadores em seu consultório porque, segundo ela, não sabe usá-los.

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Em virtude disso, apresentou uma apelação na tentativa de conseguir sua licença de volta, mas nesta segunda-feira (27) o pedido foi negado.

“O Tribunal tem admiração pela devoção do Dr. Konopka aos seus pacientes”, afirmou o juiz do Tribunal Superior do Condado de Merrimack, John Kissinger, em sua ordem, apesar de ter recusado o pedido. “Sob estas circunstâncias, a Dr. Konopka não pode continuar a atender e a praticar medicina sem seguir as novas leis. Se abrismos uma exceção para ela, seria ignorar o processo estabelecido pelas leis deste estado”.

Por sua vez, Konopka afirmou em entrevista ao site que, se for reintegrada ao conselho de medicina do estado, ela estaria disposta a aprender a usar a internet para seguir a lei de New Hampshire.

No acordo com o conselho, que Konopka assinou em 12 de setembro, ela voluntariamente entregou sua licença para resolver as questões pendentes sobre sua “manutenção de registros, práticas de prescrição e tomadas de decisão médica”.

Konopka negou qualquer má conduta e afirmou que foi coagida a entregar a licença. Ela ressaltou que quer continuar a praticar medicina, mas simplesmente não está preocupada com o que chama de “medicina eletrônica”.

Segundo o site, a médica apresentou uma outra apelação para tentar reverter esta situação.