Maus chefes prejudicam a saúde dos subordinados?

Estudo realizado por psicólogo organizacional mostra os tipos de liderança, como identificá-los e como podem influenciar os membros de uma equipe

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SÃO PAULO – Se você tem se sentido pressionado pelo seu chefe console-se! O efeito do líder sobre seus subordinados é comprovado e afeta realmente a vida das pessoas.

Porém, a boa ou má formação do perfil de um líder tem suas causas. Peter Barth, psicólogo organizacional, revela alguns aspectos que podem ajudá-lo a identificar melhor as características do seu superior. Para ele, maus chefes são prejudiciais à saúde!

Caso você ocupe um cargo de liderança, esta pode ser uma boa chance de analisar também seus próprios erros e acertos!

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Perfil vem do berço
De acordo com Barth, existe um efeito “cascata” de estilo de liderança: “se alguém faz carreira numa organização, e os líderes que encontra ao longo da sua trajetória são autoritários, que protegem suas posições e não abrem o jogo com seus subordinados, provavelmente esta é a cartilha pela qual ele vai se guiar quando tiver a oportunidade de liderar os outros”.

Sendo assim, pode-se dizer que se trata de berço: o perfil de um líder é formado por suas experiências durante sua trajetória profissional.

O que diferencia um chefe bom de um ruim?
Por meio da postura do líder, fica mais fácil identificar o seu perfil. Segundo Peter Barth, a postura está diretamente relacionada ao seu caráter, à imagem que faz de si mesmo e ao seu nível de auto-estima.

Sendo assim, ganha muitos pontos aquele que gostar de si mesmo e tiver elevada auto-estima. “O líder ruim tem problemas para se aceitar, não está satisfeito com si próprio e projeta isso nos outros, reclamando de todos”.

Outro ponto é o foco: o bom líder está preocupado com sua equipe: quer ajudar seus subordinados e contribuir para o sucesso de cada um deles. Em contrapartida, o líder ruim só tem uma preocupação: com ele mesmo!

Estar ciente de sua posição é outra característica do bom líder: ele sabe que está numa posição de chefia, mas que se trata de algo transitório. “Encara isso como algo que lhe foi concedido como um voto de confiança, mas que se trata de um empréstimo que um dia pode ter que devolver”.

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Como lidar com seu chefe?
O bom líder, ou seja, o “chefe dos sonhos” de qualquer trabalhador, ainda segundo o psicólogo organizacional, é aquele que possui três qualidades pessoais: a honestidade (é verdadeiro com si próprio e com os outros; assume seus próprios erros), a integridade (coerência entre palavras e atitudes) e a humildade (pensa menos em si próprio).

Mas, infelizmente, nem sempre se encontram pessoas com estas características no ambiente profissional. Portanto, é importante saber como agir, no dia a dia, diante das pressões do seu chefe.

Trabalhar com alguém que cultiva a pressão para obtenção de resultados, e que está centrado nele mesmo e em suas ambições pessoais é bastante complicado e pode trazer, acredite, repercussões psicológicas, emocionais e psicossomáticas, de acordo com Barth.

Lidar com a situação exige cautela. É importante destacar que existem, entre os maus líderes, dois perfis bastante distintos. Talvez analisando-os fique mais fácil visualizar e compreender a questão.

Reação ao feedback
A melhor forma de corrigir os erros é conseguindo identificá-los, certo? Não para o primeiro perfil de “mau” líder, aquele que se acha perfeito e que não aceita, de forma alguma, o feedback, ainda mais se for negativo.

Já a outra categoria de chefe ruim não age por maldade, apenas por falta de treinamento. Ele respeita as pessoas, mas não sabe lidar com elas. Nesta dificuldade mora a sua deficiência. Este caso é mais fácil de resolver, por meio de treinamento e feedbacks construtivos realizados de forma periódica.

Líder ou liderado, esteja atento a estes perfis. Atuar no meio corporativo exige preparo e muito jogo de cintura. Por isso, é fundamental que você analise sua conduta e que, com o passar do tempo, possa ter em sua carreira a chance de formar novos líderes cada vez melhores. Boa sorte!