Mantega espera saldo positivo de empregos neste ano

"Claro que não criaremos um milhão e meio de empregos como em outros anos, mas abriremos vagas", disse ministro da Fazenda

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Ao falar, nesta segunda-feira (16), para empresários brasileiros e americanos reunidos em Nova York, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou estar esperançoso quanto ao número de empregos a serem gerados neste ano no Brasil.

Mantega ressaltou que o País oferecerá novas oportunidades de empregos. “O Brasil espera ter saldo positivo na geração de emprego em 2009. Claro que não criaremos um milhão e meio de empregos como em outros anos, mas abriremos vagas”, disse, conforme publicado na Agência Brasil.

Crise

Sobre a crise no País, Mantega comemorou a possibilidade de tomar medidas ofensivas, já que, em outras crises, a prática era se defender.

Aprenda a investir na bolsa

“Em outros momentos de crise, precisávamos subir os juros para conter a saída de capitais, o que aumentava a dívida e baixava investimento e emprego. Hoje, não precisamos fazer isso. Estamos em condições de tomar medidas anticíclicas: baixar juros, aumentar crédito, baixar tributos e subir investimentos públicos”.

Antes da apresentação do ministro, o presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, também presente na reunião, ressaltou que o setor sabe lidar com ambientes de alta volatilidade, o que fez com que ele tivesse os menores índices de alavancagem do planeta.

“Somos parceiros nesse momento de crise, e parte da solução, não do problema. Mas a capacidade de expansão é limitada, por causa dos altos compulsórios e juros. Ainda há espaço”, disse Setúbal.

PIB

O ministro também minimizou o efeito da queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,6%, no último trimestre de 2008, sobre a atividade econômica do País.

“A queda do PIB no último trimestre de 2008 foi forte, mas havia crescimento positivo nos anteriores, enquanto outras economias já estavam desacelerando desde o início de 2008.”

Mantega lembrou ainda que o Brasil e Chile foram os únicos países emergentes que tiveram o resultado do PIB de dois trimestres positivos no ano.

PUBLICIDADE