Mantega confirma salário mínimo de R$ 540 em 2011

No entanto, ministro não descartou a possibilidade de negociação de novo valor, já fixado na Lei do Orçamento aprovada pelo Congresso

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (29) que, se depender dele, o salário mínimo em 2011 continua fixado em R$ 540, conforme previsto na lei do Orçamento, aprovada na última semana pelo Congresso Nacional. 

Apesar de deixar em aberto uma possibilidade de negociação do novo valor do mínimo, Mantega disse que os R$ 540 foram definidos pelo governo como adequados para manter o controle dos gastos públicos, uma das principais metas estipuladas pelo governo de Dilma Rousseff. 

A declaração do ministro veio um dia depois de Lula afirmar que caberá à sua sucessora promover qualquer alteração no valor do mínimo já determinado. 

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Pressionado pelas centrais sindicais, o presidente alegou que o reajuste do mínimo surgiu depois de acordo com todas as partes interessadas. “Os sindicalistas não podem fazer um acordo que só vale para ganhar mais”, disse ele, conforme publicado pela Agência Brasil. 

O atual modelo de cálculo do reajuste do mínimo leva em conta a correção anual pela inflação mais o percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Como o produto interno teve crescimento praticamente nulo no ano passado, devido aos efeitos da crise econômica, os sindicalistas reivindicam uma correção diferenciada para 2011. 

Sindicato vai protocolar emendas
Em resposta à afirmação de Lula, a direção da Força Sindical ameaçou protocolar emendas para garantir um salário mínimo de R$ 580, assim que a medida provisória do governo, indicando um piso de R$ 540, chegue ao Congresso. A entidade também vai cobrar um aumento de 10% aos aposentados que recebem benefícios acima do mínimo. 

“Ressaltamos a importância do processo iniciado no acordo com as centrais sindicais em 2006, de valorização do salário mínimo, previsto até 2023”, afirmou o sindicato, em nota. “Estes reajustes do piso fortaleceram o mercado interno, aumentando o consumo, a produção e, consequentemente, gerando novos postos de trabalho”, finalizou.