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Mais de 80% das mulheres da AL que não têm renda trabalham sem receber

Segundo a Cepal, 81% das mulheres da região que não têm renda, desenvolvem trabalhos pelos quais não recebem

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SÃO PAULO – Grande parte das mulheres da América Latina, que não possuem renda, trabalham, mas sem receber um salário por isso. Segundo informou a secretária executiva da Cepal (Comissão Econômica para América Latina), Alicia Bárcena, 81% das mulheres nessas condições exercem algum tipo de trabalho, sem ganhar por isso.

Durante um evento para analisar o impacto da crise nas mulheres da região, realizado no México entre os dias 23 e 24 de julho, a secretária ressaltou que trata-se de um trabalho marginal e não reconhecido pela sociedade, mas de grande importância, como cuidar de crianças, idosos e pessoas doentes, ou de outros membros da família.

Crise e desemprego

O evento também indicou que a crise financeira terá um forte impacto no emprego para as mulheres, até mesmo de uma maneira mais intensa que para os homens. “A crise teve um impacto forte no desemprego, e um impacto ainda maior no feminino, em todos os países da região”, afirmou Alicia.

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Para ela, os governos da América Latina deveriam adotar políticas que incrementem os incentivos ao emprego feminino, e as empresas deveriam assumir os custos e benefícios desse trabalho, por meio de normas de conciliação, para melhorar as condições de emprego.

Já a presidente do Inmujeres (sigla em espanhol para Instituto Nacional das Mulheres do México), Maria del Rocío García, ressaltou que um dos compromissos pendentes na região é a garantia de que a participação econômica das mulheres aconteça com igualdade e sem descriminação.

Maria também lembrou que um dos maiores desafios de política pública é reconhecer as barreiras que mulheres ainda enfrentam no mercado de trabalho, e que significam mais tempo de trabalho sem pagamento e menor capacidade de recuperação diante de adversidades econômicas.