acesso ao crédito

Mais de 60% dos brasileiros acham que o acesso ao crédito está mais fácil

O estudo mostra que a continuidade do aumento real da massa salarial e da baixa taxa de desemprego ainda sustentam a confiança das famílias

SÃO PAULO – No Brasil, o acesso ao crédito tem se tornado cada vez mais fácil, pelo menos na percepção de 60,9% dos brasileiros.

De acordo com o indicador ICF (Intenção de Compra das Famílias) deste mês, divulgado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio),  17,2% dos brasileiros acham que está mais difícil obter crédito, enquanto 15,4% perceberam que o cenário está igual ao do ano passado.

O estudo mostra que a continuidade do aumento real da massa salarial e da baixa taxa de desemprego ainda sustentam a confiança das famílias num patamar superior em relação ao mesmo período do ano passado.

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Por outro lado, a CNC destaca que o alto nível de endividamento ainda impede maior comprometimento com gastos por parte das famílias, inibindo um crescimento mais forte da intenção de consumo.

Compras
A pesquisa mostra que houve queda no item “Compra a prazo”, de -1,8% na passagem mensal e alta de 2% na passagem anual, ou seja, junho de 2011 frente junho deste ano. Ainda na passagem mensal, o item “Nível de consumo atual” subiu 0,8%, enquanto o “Momento para duráveis” avançou 0,8%.

Na comparação anual, a intenção de consumo das famílias apresentou alta de 3,4%, com todos os itens mostrando crescimento. “As famílias se mostraram mais dispostas a elevar seus níveis de consumo atual e de bens duráveis, em relação ao mês anterior. O otimismo se deu não só pela manutenção do crescimento real da massa salarial como também os estímulos que vem sendo dados para reaquecer a economia. No entanto, o comprometimento da renda com gastos ainda impede maior comprometimento com gastos por parte das famílias, inibindo um crescimento mais forte da intenção de consumo” , explica a CNC.

Já na comparação mensal, houve queda de 0,7%. Segundo o levantamento, as famílias com renda de mais de dez salários mínimos foram as principais responsáveis pela diminuição do ICF na comparação mensal, de -3,3%.

Já regionalmente, os dados revelam que a queda mensal do índice nacional foi puxada pelas capitais do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, que registram variação de -1,9%, -3,7% e -7,6%, na mesma ordem..