Mais de 40% dos brasileiros estão dispostos a trabalhar fora do país

Percentual é maior do que o apurado globalmente, com 27% dos profissionais dispostos a ir para outro país

SÃO PAULO – Um total de 41% dos profissionais brasileiros está disposto a procurar emprego fora do país, segundo revela pesquisa realizada pela GfK, empresa especializada em pesquisa de mercado.

De acordo com o estudo, o percentual é maior do que o apurado globalmente, com 27% da força de trabalho pronta para cruzar a fronteira em busca de melhores oportunidades de carreira. A América Central e a do Sul serão as regiões mais atingidas, ou seja, os países destas localidades são os que mais vão enviar mão de obra para as nações em retomada de crescimento, sendo 57% os trabalhadores do México, 52% da Colômbia e 38% do Peru.

Para a diretora da Unidade de Satisfação e Lealdade da GfK Brasil, Daniela Salles, os números apontam para um risco de fuga de inteligência no próximo ano, o que pode representar problemas significativos para as empresas e para os países que estão tentando sair da crise.

PUBLICIDADE

“Tanto profissionais de cargos mais operacionais quanto os diretores de empresas têm se mostrado dispostos a procurar emprego fora do país. E o número aumenta entre os que têm nível de escolaridade mais elevado (…). Por isso, as empresas devem procurar recrutar, engajar e reter o seu melhor quadro de pessoal para competir, não apenas com empresas rivais em seu próprio mercado, mas ao redor do mundo”, diz Daniela.

Mudança de emprego
O estudo da GfK mostra ainda que um em cada quatro trabalhadores no mundo tem a pretensão de deixar o emprego em um período de 12 meses, sendo que 35% estão ativamente procurando por um novo trabalho e 18% querem mudar de emprego nos próximos seis meses. Apenas 8% dos trabalhadores dizem que irão esperar a economia se estabilizar.

No Brasil, os números são menos alarmantes, com 15% dos trabalhadores procurando ativamente outro trabalho e 5% que pretendem mudar em um horizonte de seis meses.