Mercado de trabalho

Mais de 34 mil vagas temporárias devem ser criadas neste verão

Cada três vagas temporárias geradas ao longo de 12 meses, duas (66,6% do total) ocorrem nessa estação do ano

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SÃO PAULO – O verão deve terminar com a contratação de 34,1 mil postos de trabalho temporário, segundo estima um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio) divulgado nesta quarta-feira (29). Frente ao mesmo período do ano passado, é um crescimento de 1,4%.

De acordo com o estudo e cada três vagas temporárias geradas ao longo de 12 meses, duas (66,6% do total) ocorrem nessa estação do ano. 

Turismo
O setor de turismo é o que mais oferece oportunidade. O destaque são os bares e restaurantes, que devem responder por 52,8% das vagas criadas, ou seja 18 mil.

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Outro ramo que costuma se destacar é o de hospedagem (hotéis, pousadas e similares), ofertando, no período que vai de novembro a fevereiro, a quase totalidade (98,9%) de suas vagas temporárias ao longo de 12 meses. Para este verão, esse segmento deverá responder por 32,1% (10,9 mil) do total de empregos criados no turismo.

“Esses dois segmentos do turismo são uma excelente porta de entrada no setor, especialmente para trabalhadores jovens, uma vez que o nível de qualificação exigido não é elevado”, afirma o estudo.

Perfil e salário
Ao analisar o perfil do profissional temporário contratado nesta época do ano, os dados indicam que do total de trabalhadores atualmente empregados no setor (3,3 milhões), 17,9% são trabalhadores de 18 a 24 anos. Mais da metade (50,4%) tem entre 30 e 49 anos.

Em relação ao salário, os dados revelam que nos últimos seis anos, o setor de turismo registrou aumento salarial de 17,7%, descontando a inflação.

Em média, um trabalhador recém contratado recebe R$ 1.021. Entretanto, algumas atividades oferecem remunerações bem acima da média do setor e do próprio mercado de trabalho em geral, como os segmentos de: Transporte marítimo de cabotagem (R$ 3.864); transporte aéreo não regular de passageiros (R$ 3.775); e transporte marítimo de longo curso (R$ 3.538).

A diferença, segundo a CNC, se deve a qualificação. Apenas 7% dos trabalhadores no turismo têm nível superior completo, nas três atividades acima essa qualificação é atendida por 28% das pessoas ocupadas.