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Analisando ações: como fazer trades se você tem pouco tempo para operar

Maioria dos jovens executivos de finanças ganham até R$ 200 mil/ano

Segundo pesquisa do IBEF, 80% dos jovens executivos que estão no Instituto já exercerem cargos de médio e alto escalão

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SÃO PAULO – A nova geração de executivos de finanças não tem muito do reclamar quando o assunto é remuneração. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP), 45,7% dos executivos com faixa etária de até 35 anos ganham entre R$ 101 mil e R$ 200 mil anuais; 22,8% recebem de R$ 201 mil a R$ 500 mil, mesmo percentual de quem ganha até R$ 100 mil; e 8,5% desses jovens recebem anualmente mais de R$ 500 mil.

“É significativo o fato de praticamente 80% dos jovens executivos que estão no Instituto já exercerem cargos de médio e alto escalão”, constata o vice-presidente de admissão e freqüência do IBEF-SP, Antônio Sérgio de Almeida. Para se ter uma idéia, 62,8% dos consultados são gerentes e 14,2% são diretores na área de finanças. Cerca de 42,8% dos profissionais entrevistados trabalham na área de serviços, seguida pela área industrial, com 34,2%.

Universo masculino

A pesquisa revela ainda que este ainda é um universo majoritariamente masculino. Dos jovens profissionais da área, 94,25% são homens, 62,8% deles têm entre 30 e 35 anos e 62,8% já se casaram. Na outra ponta, apenas 2,8% dos entrevistados estão na faixa-etária que gira entre 18 e 23 anos.

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Esse mercado também vem mostrando uma grande mobilidade entre esses executivos. “A nova geração de executivos de finanças fica menos tempo em cada empresa, em comparação com os colegas de profissão que iniciaram a carreira há mais tempo”, compara Almeida.

A maioria (45,7%) fica na empresa de um a cinco anos; 28,5% deles de cinco a 10 anos; 17,1% permanecem mais de uma década na mesma firma e apenas 8,5% estão no atual emprego há menos de um ano.

Capacitação

Segundo o IBEF, 11,4% dos jovens que trabalham como executivos na área de finanças são formados em Economia, 14,2% escolheram Engenharia e 45% deles são formados em Administração.

Desses profissionais, 65,2% têm cursos de pós-graduação e/ou MBA, enquanto 8% dos entrevistados estão cursando. “A especialização impulsiona a carreira para um novo patamar”, observa Almeida. “É raro ver um executivo ocupando cargos de diretoria financeira sem um MBA”, assegura.

Mas não haverá MBA que ajude um executivo se ele não for inovador. Segundo a pesquisa, as qualidades mais importantes para exercer essa função são competência (37%), olhar crítico e inovação (31%), criatividade (29%), planejamento (26%) e conhecimento (23%).

“O profissional de finanças se tornou um parceiro nas discussões estratégicas envolvendo as diversas áreas da companhia. Daí a importância da liderança e da criatividade”, diz o vice-presidente. “Valoriza-se, cada vez mais, o dinamismo e o elevado espírito crítico”, conclui.

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