Maioria das executivas de finanças ganha mais de R$ 150 mil por ano

Dados do IBEF-SP revelam que 34% são graduadas em Administração, 20% em Ciências Contábeis e Economia

SÃO PAULO – O núcleo feminino do IBEF-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo) analisou o perfil das executivas que atuam no setor de finanças. As entrevistadas são associadas à entidade.

Ao analisar a remuneração anual, os dados revelam que 57,5% das executivas recebem mais de R$ 150 mil por ano, sendo que 45% ganham entre R$ 150 mil e R$ 499 mil e 22,50% acima de meio milhão.

Outros 10% ganham entre R$ 110 mil e R$ 149 mil, 7,50% até R$ 84 mil por ano e 2,5%, entre R$ 85 mil e R$ 109 mil. Já 22,50% não quiseram informar.

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Formação
Ao analisar a formação das mulheres, nota-se que 34% são graduadas em Administração, 20% em Ciências Contábeis e Economia e 16% em Direito. Cursos como Marketing, Comunicação Social, Química, Letras e Filosofia também foram citados por 10% das executivas.

Entre elas, 77,5% cursaram pós-graduação, sendo que 46,67% na área de Finanças, 15,56% em Controladoria e Economia (6,67%). Cerca de 31,10% das entrevistadas escolheram outras áreas para a especialização, como por exemplo, Marketing, Direito, Liderança e Gestão Empresarial.

Áreas
Ao analisar as empresas em que as executivas atuam, 58,54% atuam na área de Serviços. Outras 14,63% trabalham em entidades financeiras, 12,20%, na Indústria e 7,32%, no Comércio.

Em relação aos cargos de direção, 20% das profissionais são gerentes nas empresas em que trabalham. Elas também são CFO’s (15%), consultoras (7,50%), sócias, advogadas, seniores e superintendentes financeiras.

Em suas empresas, a maior parte das entrevistadas atua ou tem interesse na área Financeira (31,03%). Depois, são citadas as áreas de Controladoria (19,54%), Contabilidade (12,64%), Economia (10,34%), Riscos, Administração, Recursos Humanos, Tributos, Auditoria Interna (todas com 9,20%) e Relações com Investidores (8,05%).

Sobre as principais habilidades para o sucesso na área financeira, 22,22% das executivas apontaram a liderança como sendo a principal. Na sequência, experiência (20,63%), boa formação (17,46%), postura crítica (12,69%), dedicação (11,14%), networking (9,52%), criatividade e inovação (6,34%).