Longa jornada de trabalho prejudica mais as mulheres

Elas comem mais besteira, esquecem os exercícios, bebem mais café e fumam mais quando precisam trabalham além do habitual

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SÃO PAULO – O excesso de trabalho prejudica mais as mulheres. De acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 600 milhões de pessoas ativas em todo o mundo trabalham mais de 48 horas semanais.

Esta carga elevada de trabalho tem um impacto negativo maior sobre as mulheres do que sobre os homens, pois elas acabam fumando mais e ingerindo alimentos poucos saudáveis quanto trabalham mais do que sua carga horária habitual.

De acordo com Daryl O’Connor, responsável pelo estudo Women at greater risk from working long hours*, as mulheres, quando trabalham por longos períodos, comem mais alimentos com alto teor de gordura e açúcar, fazem menos exercícios, bebem mais café e, quando fumantes, aumentam o número de cigarros consumidos no dia.

Trabalho x homens

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O estudo, que avaliou 193 homens e 229 mulheres, entre 32 e 40 anos, concluiu que os dois sexos reagem de formas diferentes às cargas elevadas de trabalho.

Ao contrário das mulheres, nos homens os longos períodos não produzem um impacto tão negativo, já que eles mantêm a rotina de exercícios e de alimentação.

A equipe de cientistas que produziu o estudo afirmou que quando a quantidade de trabalho aumenta, aumenta também a quantidade de eventos estressantes – encontros com o chefe, perder um prazo ou fazer uma apresentação – o quê, de fato, atrapalha os hábitos alimentares normais. Os mais vulneráveis a esse tipo de alteração são chamados de comedores emocionais.

* Estudo custeado pelo Economic and Social Research Council, no Reino Unido, em julho de 2006.