Liderança e remuneração não estão entre determinantes para felicidade no trabalho

Por outro lado, ter desafios, ser reconhecido e respeitado, são quesitos notadamente importantes para os profissionais

SÃO PAULO – Aspectos como liderança e remuneração não estão entre fatores determinantes para a felicidade no trabalho. Ao menos é o que aponta pesquisa realizada pela Hays Recruiting – empresa especializada no recrutamento de profissionais de média e alta gerência.

Ainda de acordo com o levantamento, o fato de a empresa compartilhar informações, conhecimento e experiências também não está diretamente ligado à felicidade dos funcionários no ambiente de trabalho.

Por outro lado, ter desafios, possuir excelente integração com a equipe, ser reconhecido e respeitado, além de ter perspectiva de crescimento e desenvolvimento, são quesitos notadamente importantes para os profissionais, sendo apontados por 61%, 51%, 47% e 47% dos entrevistados, respectivamente.

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Felicidade
No geral, 68% dos profissionais de média e alta gerência de dois dos principais mercados brasileiros, Rio de Janeiro e São Paulo, se dizem felizes atualmente no trabalho

No que diz respeito à responsabilidade pela felicidade, 94% dos profissionais acreditam que ela depende tanto do profissional como da empresa. Em outras palavras, para a maioria, a felicidade no trabalho depende da automotivação, de como a pessoa encara as mais diversas situações e do ambiente empresarial e seus benefícios.

Outros 5% acreditam que a felicidade no trabalho é de responsabilidade apenas do profissional, enquanto 1% credita o fato somente à empresa.

Infelicidade
Apesar de a remuneração não estar entre os principais quesitos da felicidade, ela é considerada um dos maiores motivos para a infelicidade, citada por 36%.

Neste sentido, além da insatisfação com a remuneração, os fatores que mais contribuem para a infelicidade no trabalho são a falta de perspectiva de crescimento e desenvolvimento (68%) e a falta de desafios (36%).