No MTE

Itaú e Santander se negam a negociar emprego e rotatividade, diz Confraf-CUT

Com o posicionamento dos bancos não está descartada um greve nacional

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SÃO PAULO – A Confraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) afirmou que a audiência de mediação ocorrida na última quarta-feira (16) no MTE (Ministério de Trabalho e Emprego) com o Itaú e Santander terminou sem chegar em um acordo comum.

De acordo com o sindicato, os bancos se negaram a negociar a manutenção dos empregos, apesar de “milhares de demissões imotivadas e da prática de rotatividade nos últimos anos”.

“Mais uma vez, o Itaú e o Santander se negaram a negociar emprego, o que mostra que pretendem continuar dispensando funcionários em 2013, como admitiu um dos diretores do Itaú em declarações à imprensa. Essas demissões são injustificadas e, por isso, aceitamos pagar a conta da pequena redução dos juros e da chamada melhoria da eficiência dos bancos”, disse o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

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Durante a audiência, o secretário do Trabalho do MTE, Manoel Messias propôs a formação de uma mesa de negociação do setor bancário, a exemplo de outros setores da economia, mas os bancos não aceitaram. O Itaú e o Santander também se a garantir acesso das informações mensais do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego aos bancários.

Com o posicionamento dos bancos, a entidade sindical declarou que irá chamar os sindicatos e as federações de todo País para discutir um processo de mobilização e que não está descartada uma greve nacional para forçar os bancos a negociar compromissos de emprego, fim da rotatividade, mais contratações reversão das terceirizações e melhores condições de trabalho.

Balanços das demissões
Segundo a Contraf-CUT, o Itaú demitiu 7.831 empregos entre janeiro e setembro do ano passado. Somente no terceiro trimestre de 2012, o banco reduziu 2.090 postos de trabalho. Desde abril de 2011, houve o fechamento de 13.595 vagas, segundo análise do Dieese.

Já o Santander cortou 955 empregos só em dezembro, conforme dados fornecidos pelo banco para a Contraf-CUT, após determinação do Ministério Público do Trabalho.