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Instabilidade econômica leva 30% das empresas a congelarem salários

Apesar do congelamento, maioria das empresas relatou que ainda não sentiu impactos negativos da instabilidade econômica

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SÃO PAULO – Pesquisa conduzida pelo Hay Group, uma das maiores consultorias de gestão empresarial no mundo, sobre decisões que as empresas devem tomar mediante a ameaça da crise econômica global, que começou nos Estados Unidos, revela que 30% dos empresários afirmaram que já estão congelando ou irão, provavelmente, congelar os salários-base de seus funcionários.

De acordo com o estudo, a maioria das empresas relatou que ainda não sentiu os impactos negativos da instabilidade econômica, embora 16% delas acreditem que a crise chegará à organização, cedo ou tarde.

Já entre as empresas da América do Sul e América Central entrevistadas, 61% afirmaram que congelaram ou irão congelar os salários base de seus funcionários no nível atual, ao passo que 47% delas estão implantando mudanças nos programas de incentivo variáveis a curto prazo, como bonificação e participação nos lucros.

Benefícios são alvo de cautela

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Além dos salários dos funcionários, as empresas estão limitando, ou devem limitar, os benefícios oferecidos aos funcionários, que estão sendo estudados com cautela, em especial os benefícios à saúde.

Segundo o levantamento, 27% dos entrevistados apontaram que já mexeram nos benefícios ou que devem fazer isso em breve, enquanto 21% deles disseram que também estão considerando a hipótese de implantar alterações nos benefícios de aposentadoria e pensão. A pesquisa contou com a participação de 1.003 empresas de 80 países.

Entendendo a crise

O gatilho para a crise econômica foi o boom no setor imobiliário americano nos últimos anos. Com a ampla oferta de crédito oferecido à população, houve aumento na inadimplência. O motivo é que os credores, apesar de conhecerem o risco, optaram por financiar imóveis a pessoas com histórico de inadimplência. O mercado denominou esse crédito de segunda linha de subprime.

Por implicar mais riscos, o subprime também prevê juros maiores, o que, por sua vez, atraiu gestores de fundos e bancos. Estes passaram a comprar títulos das instituições que financiavam os imóveis. Com o dinheiro, essas instituições mprestavam ainda mais. Essa ‘bola de neve’ explica por que o governo americano está socorrendo os bancos.

Nesta quarta-feira (2), o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, afirmou ao Comitê Econômico do Congresso dos EUA que “a economia norte-americana não deverá crescer muito, se crescer, no primeiro semestre de 2008”. Seu discurso esteve permeado por um tom de forte pessimismo em relação ao rumo da maior economia do mundo. Apesar de não ter empregado o termo “recessão”, o depoimento claramente se refere a tal cenário nos EUA.