Indústria remunerou mais seus trabalhadores em novembro, diz IBGE

Pesquisa mensal revela que folha de pagamento subiu 6,9% em novembro, na comparação com igual período de 2003

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SÃO PAULO – A folha de pagamento da indústria brasileira registrou crescimento de 6,9% no mês de novembro, em comparação ao mesmo período de 2003, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES), divulgada nesta segunda-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O valor da folha de pagamento subiu ainda 9,0% no acumulado de 2004 até novembro, e 8,2% na somatória dos últimos doze meses.

Em contrapartida, no confronto entre novembro e outubro, houve queda de 1,0%, a segunda variação negativa consecutiva.

Aumento em relação ao ano anterior

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Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o aumento da massa salarial foi verificado em todas as 14 regiões pesquisadas. As principais contribuições para a formação da taxa global vieram de São Paulo (6,8%), que responde por 48,5% do resultado geral; Rio de Janeiro (11,2%) e Minas Gerais (7,5%).

A melhora da folha de pagamento da indústria paulista se deve, em grande parte, aos setores de máquinas e equipamentos (26,9%), meios de transporte (14,4%), e alimentos e bebidas (22,6%).

Em nível nacional, ao se observar cada um dos 18 ramos pesquisados, 14 deles registraram ganhos reais na folha salarial, com destaque positivo para os mesmos segmentos que mais evoluíram em São Paulo: máquinas e equipamentos (19,0%), meios de transporte (14,0%) e alimentos e bebidas (11,4%).

Por outro lado, entre as quatro quedas salariais de novembro, as mais significativas foram nos setores outros produtos da indústria de transformação (-5,7%) e papel e gráfica (-1,6%).

Melhora na folha média real da indústria

A folha média real de pagamento da indústria brasileira apresentou expansão nos três principais indicadores: no mensal (2,6%), no acumulado do ano (7,2%) e nos últimos doze meses (6,8%). No total de locais pesquisados, houve um único registro negativo, verificado no estado de Pernambuco (-2,5%).

Entre as principais causas para o aumento real da remuneração do trabalhador industrial em 2004 estão os ganhos de salário nas negociações sindicais e a distribuição de lucros das empresas entre seus funcionários, que são dois fenômenos decorrentes do aquecimento da atividade industrial. A queda da taxa de inflação também favoreceu os rendimentos dos trabalhadores.

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