Indústria foi setor que mais empregou executivos em novembro, diz pesquisa

Estudo da Right Management revela que 41% das vagas se concentraram no setor; setor de serviços também se destacou

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SÃO PAULO – O setor industrial se mostrou o maior empregador de executivos em novembro, segundo levantamento da Right Management, consultoria especializada em gestão de talentos e carreira. De acordo com o estudo divulgado na segunda-feira (19), 41% das oportunidades captadas se concentraram nas indústrias.

Ainda segundo o estudo, considerando o setor, a construção civil se destacou, com representatividade de 12,8%, sendo seguida pelo segmento automotivo (11%), de alimentos e bebidas (9,5%) e farmacêuticoa, que atingiu 9,2%. Outras indústrias, como a química e a de bens de consumo, atingiram 7,4%, detalha a pesquisa.

Serviços em evidência
O setor de serviços, por sua vez, alcançou a segunda colocação no ranking da Right Management, com 27% das oportunidades. A área de Telecomunicações foi a que mais se destacou, com 18,8% das vagas apresentadas. Já TI (Tecnologia da Informação) e Serviços Especializados tiveram, em ambos casos, 18,4%.

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Desaceleração à vista
E, apesar dos números ainda assim parecerem satisfatórios para muitos profissionais, para os consultores da Right, eles apenas revelam um momento de desaceleração do mercado, comum ao final do ano.

“A aproximação do fim do ano costuma desacelerar o mercado quanto à contratação de executivos e este comportamento se repete. Essa redução na busca por profissionais é natural”, diz a diretora de transição de carreira da Right Management, Matilde Berna.

SP e Rio de Janeiro
Além disso, vale mencionar que, apesar de uma relativa queda ser observada neste período, o setor Comercial apresentou uma variação positiva de 19% frente a novembro de 2010 nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro – responsáveis por mais de 80% das vagas captadas no País.

Outra exceção também se deu com os executivos de diretoria e alta gerência consultados pela pesquisa, que tiveram, respectivamente, 13% e 7% das oportunidades.

“Muitas empresas se preocuparam em acelerar a contratação de profissionais mais estratégicos, para que já estejam com o processo de adaptação evoluído no início do ano”, finaliza Matilde.