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SÃO PAULO – Manutenção do otimismo em relação ao futuro do cenário econômico brasileiro. É isso que é percebido pelo ISE (Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia) de março, divulgado nesta quinta-feira (25).
Medido pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), o ISE ficou praticamente estável, passando de 108,7 pontos para 109 pontos de fevereiro para março. Em relação ao mesmo período de 2009, houve crescimento de 50,2%.
É importante sublinhar que o índice varia de 0 (pessimismo total) a 200, sendo que abaixo de 100 denota pessimismo e, acima, otimismo. A pontuação 200 revela otimismo total.
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Dos nove itens pesquisados, apenas três estão no patamar de pessimismo. São os mesmos que vêm influenciando negativamente o índice geral nos últimos meses.
- Taxa de Juro (75,1 pontos, +9,4%)
- Taxa de Inflação (63,5 pontos, +4,6%)
- Gastos Públicos (28,4 pontos, +11,2%)
Em março, este itens foram os que apontaram maior elevação. Entretanto, a alta conquistada não foi suficiente para deixarem a área que indica pessimismo.
Itens que apresentaram otimismo
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Apesar da queda em alguns itens, ficaram acima dos 100 pontos.:
- Taxa de Câmbio (107,5 pontos, -0,3%)
- Nível de Atividade Interna – PIB, que ficou com 173,5 pontos (-0,4%);
- Cenário Internacional (146,2 pontos, +4%);
- Nível de Emprego (142,2 pontos pontos, -5,1%);
- Salários Reais (119,4 pontos, estabilidade);
- Oferta de Crédito ao Consumidor (125,4 pontos, – 4,6%);
Segundo o assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze, a queda da maioria dos itens representa um ajuste natural, devido ao crescimento acima da média nos últimos meses. “Os três itens que continuam influenciando negativamente o ISE são Taxa de Juro, Taxa de Inflação e Gastos Públicos”, explica.
Composição
O ISE é composto por dois sub-índices: o Atual, que analisa o sentimento dos economistas em relação ao presente, e o Futuro, que mede o sentimento quanto ao futuro.
O levantamento é realizado mensalmente, contando com entrevistas com cerca de cem economistas renomados de todo o País.