Independência ou emprego tradicional? Saiba o que você quer

"Toda vez que alguém é obrigado a fazer o que não gosta, é como se tirassem sua liberdade de escolha", diz diretor do Insadi

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SÃO PAULO – Quem nunca se pegou pensando que bom seria ser o dono do próprio nariz, seu próprio chefe? A independência é almejada por muitos, mas nem todos nasceram para ela, de acordo com o diretor executivo do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber.

Mas como saber se a independência é realmente melhor para você? Se conhecendo. Sabendo do que gosta de fazer e do que não gosta. “Quanto mais jovem, menos a pessoa se conhece, pois ainda não passou por um número suficiente de experiências para tal. Ela tem sintomas, mas não convicções”.

Comece se perguntando: eu faço o que gosto e do jeito que gosto? “Toda vez que alguém é obrigado a fazer o que não gosta, é como se tirassem sua liberdade de escolha. Isso machuca, nos sentimos infelizes”, afirma.

Sintomas latentes

De acordo com Kelber, há sintomas latentes que demonstram que a independência é a melhor pedida:

Em algumas empresas, profissionais que dão suas opiniões são valorizados, de maneira que até mesmo aqueles que têm sede de liberdade sentem o gostinho de ser um pouco dono daquele negócio também, podendo tomar decisões estratégicas. Em muitas outras, não é bem assim que as coisas funcionam e, não raro, as pessoas se sentem limitadas. Uma das soluções é abrir a própria empresa.

O problema é que nem todo mundo nasceu para ser empreendedor. Os empreendedores de sucesso são determinados, não temem os riscos e os desafios, sabem liderar, têm visão, enxergam além dos outros, não têm medo de errar e seguem a intuição. Se você não tem essas características, é possível que não tenha vocação para comandar o próprio negócio. “Uma pessoa muito insegura não pode ser empreendedora”.

No entanto, Kelber lembra que há pessoas que ficam no meio termo: não nasceram para ser empregadas nem empresárias e, mesmo assim, sonham com a independência. Esses profissionais podem trabalhar como consultores, free-lances ou autônomos. “Eles são altamente dependentes dos postos tradicionais, mas têm forte sentimento de liberdade. Se ficam aborrecidos, não pensam muito e vão embora”, explica.

A vantagem de ser independente é fazer justamente o que gosta. A desvantagem é o salário irregular, quando há uma remuneração. Já o lado negativo do emprego tradicional é ter que fazer o que não quer e não ter liberdade de escolha e de opinião. O positivo é a estabilidade. “Pessoas extremamente conservadoras precisam se sentir seguras”, finaliza o especialista.