Impacto no trabalho: profissionais de processos e TI sofrerão mais com gripe A

Pesquisa revela ainda que muitas empresas estão no estágio inicial de preparação para uma pandemia

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SÃO PAULO – Em tempos de pandemia, um simples espirro chama a atenção de todos no trabalho. E não é para menos, já que o vírus da gripe A (H1N1) se espalhou rapidamente pelo mundo. Mas, dentro de uma empresa, quais seriam as áreas mais prejudicadas pela doença?

Segundo pesquisa realizada pela Ernst & Young, as principais áreas cujo trabalho seria afetado pela doença são as de pessoas, processos e tecnologia.

A incidência de casos da gripe A (H1N1) faria com que um grande número de funcionários ficassem em casa, ao menos nos primeiros três a quatro meses de expansão da pandemia. Com isso, os processos operacionais da empresa estariam comprometidos, já que haveria diminuição da interação entre clientes e queda no número de viagens de negócios, por exemplo.

Tecnologia

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A área de tecnologia sofreria porque ela depende da intervenção humana para fazer reparações nos sistemas operacionais, resolver problemas e reconfigurar programas.

“As empresas devem ter uma resposta rápida e incisiva à questão. Uma pandemia de gripe é um desastre que começa com a simples falta de pessoal, mas evolui a ponto de tornar impraticável o prosseguimento dos negócios. É um tipo de incidente que provoca danos significativos em componentes-chave do negócio, com a paralisação ou mesmo inviabilidade da continuidade da prestação de serviços”, explica o sócio da Ernst & Young no Brasil, Carlos Miranda.

Miranda ressalta ainda o impacto que uma pandemia ou qualquer outra catástrofe poderiam causar nessa área. “Tal preocupação foi pouco citada até o momento, e esta falta de cuidado pode acarretar sérios danos nos negócios das empresas descuidadas”.

Para que o desempenho da organização não seja comprometido, o estudo recomenda que a empresa desenvolva aparatos tecnológicos para que os profissionais possam trabalhar de forma remota. O setor de telecomunicações, por exemplo, teria de aumentar a sua estrutura remota para possibilitar a implantação de tecnologias de conectividade, como videoconferências. Dessa forma, as viagens de negócios seriam evitadas.

O que fazer?

O estudo conclui que muitas empresas ainda estão no estágio inicial de preparação para a pandemia. “A força de trabalho de uma empresa pode ser reduzida em até 50%, com reflexos, por exemplo, na disponibilidade de recursos profissionais e de terceiros e na relação de equipe de vendas com clientes”, alerta Miranda.

Para evitar que as empresas sofram danos por conta do vírus A (H1N1), a pesquisa recomenda alguns cuidados imediatos, como formar uma equipe para o assunto com representantes de recursos humanos e outras áreas da empresa em geral.

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Além disso, a empresa deve monitorar periodicamente a Organização Mundial da Saúde (OMS) e comunicar aos funcionários sobre o grau de “alerta” em relação à pandemia. Outra medida a ser tomada é organizar um programa para informar aos funcionários como eles podem fazer a prevenção da doença.