Imóveis: saiba como usar bem o 13º para reformar a casa ou o apartamento

Planejar o que será feito durante a reforma e contratar o profissional certo são fundamentais para que a obra dê certo

SÃO PAULO – Neste mês, muitos trabalhadores devem ser contemplados com a primeira parcela do 13º salário. Para alguns, o valor já está reservado antes mesmo de chegar, seja para comprar presentes de natal, seja para quitar financiamentos ou pagamento de impostos, como IPTU e IPVA.

Há também aqueles que aproveitam o dinheiro para reformar a casa ou o apartamento. “Outros fatores que estimulam as reformas são os recessos entre Natal e o Ano Novo e o clima quente, que facilita a realização das obras”, explica o diretor comercial e de locações da Primar Administradora de Bens, Carlos Samuel Silva Freitas.

Planejamento
Para quem deseja aproveitar o período de recesso para realizar a reforma, os proprietários devem elencar as prioridades e anotar as áreas que mais precisam de retoques. “Mesmo que o orçamento esteja um pouco mais folgado ou haja uma reserva feita especialmente para a reforma, não é recomendado fazer tudo de uma só vez. Normalmente, os moradores do imóvel continuam morando no local e convivem com a obra diariamente, o que inviabiliza esta opção. Sem contar que podem haver imprevistos que comprometem as finanças”, afirma Freitas.

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De acordo com o diretor, ao realizar a reforma de um cômodo por vez, fica mais fácil de administrar a bagunça, os materiais utilizados e o serviço executado pelos pedreiros e auxiliares. “A contratação de mão de obra deve ser feita pessoalmente e o proprietário tem que deixar bem claro todas as mudanças necessárias. Para não haver confusões, peça para que o orçamento seja feito por escrito e, se o acordo for fechado, é fundamental um contrato que assegure os direitos e deveres de ambos os lados. O valor acertado deve constar no documento”, completa.

Contratação de mão de obra
Na hora de orçar o serviço, o consumidor deve pedir o auxílio do pedreiro ou mestre de obras na hora de anotar a lista de materiais necessários, tarefa que deve ser feita no momento do orçamento. Todos os itens devem ser incluídos, inclusive pregos e pouca quantidade de areia, pois deixar para depois pode encarecer o valor final. “Os gastos precisam estar dentro do previsto, caso contrário, a obra pode ficar parada por falta de dinheiro. Afinal, a vida de toda a família continua, assim como os gastos domésticos e os outros compromissos financeiros”, comenta Freitas.

Segundo ele, o ideal é que o consumidor pague pelo serviço feito e não pelos dias trabalhados. Desta forma, fica mais fácil de garantir que a obra saia no prazo correto e não há surpresas na hora de pagar os profissionais. “Além disso, a questão de dias trabalhados é um dos fatores que mais contribuem para as reformas que nunca acabam, principalmente se a pessoa responsável pela obra não for tão honesta assim. Mesmo quando os contratados são indicados por algum parente, vizinho ou conhecido, é preciso tomar todos os cuidados para não se arrepender depois”, alerta.

Economia
O diretor ainda comenta que economizar é a palavra de ordem em qualquer reforma, mas alerta que, na hora de comprar os materiais, o consumidor precisa ter paciência, realizando pesquisas e comprando com bom senso. “Ficar de olho nas propagandas, entrar nos sites das lojas e visitar pelo menos três estabelecimentos diferentes ajudam a enxugar os preços. Ainda sim, outras características que extrapolam o valor monetário, como a qualidade, resistência e beleza, também devem ser levadas em consideração, já que o barato pode sair caro”, aconselha.

De acordo com Freitas, o poder de barganha é importante para fazer boas negociações no material de construção, conseguir descontos e, quem sabe, ganhar um brinde. Pagar pelos produtos no ato da compra também pode ser uma boa saída. “Se não tiver como fugir do financiamento, o cliente tem que tentar negociar as possíveis taxas de juros e demais encargos que podem ser embutidos na fatura. Parcelar em poucas vezes e dar uma entrada são boas alternativas para não cair na armadilha das prestações”, explica.