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Imigrantes estão “superqualificados” para emprego que ocupam

Estudo ainda coloca que outro problema é que os países ricos devem se esforçar mais para integrar imigrantes

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela OECD (Organisation for Economic Co-Operation and Development) revelou que, nos países ricos, os imigrantes costumam realizar tarefas que exigem qualificação menor do que possuem. Na Grécia, Itália e Espanha, por exemplo, o número de pessoas que fazem trabalhos abaixo de suas qualificações é o dobro dos nativos que os fazem.

De acordo com o secretário-geral da OECD, Angel Gurría, o problema da alta qualificação dos imigrantes se torna ainda mais emblemático quando analisado o fato de um crescente número de países querer atrair os mais habilidosos imigrantes, com a finalidade de ter pessoas de fácil adaptação à sociedade e que ajudarão no crescimento do país.

Integração

O estudo ainda coloca que outro problema é que os países ricos devem se esforçar mais para integrar os imigrantes. “Quanto melhores forem as políticas de imigração, mais sucesso terá a integração. A ênfase precisa ser colocada na ajuda ao imigrante recente para aprender a língua do país e se familiarizar com as práticas do ambiente de trabalho”, disse Gurría.

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O secretário-geral ainda disse que os governos precisam atuar rapidamente para implantar políticas para satisfazer as necessidades do mercado de trabalho para imigrantes e incentivar a integração desta população. “Todo o país da OECD deve fazer disso uma prioridade. Isso é politico, ético e moralmente correto”.

Imigrantes

A maneira como funciona o mercado de trabalho do país também influencia a integração. Na Itália, por exemplo, os empregos são encontrados com mais facilidade, mas os imigrantes são, frequentemente, mais qualificados que as vagas. Na Bélgica, por outro lado, é possível encontrar emprego compatível com a qualificação, mas a taxa de desocupação é alta.

O fato de os países ricos atraírem pessoas mais qualificadas causa um êxodo destes profissionais em nações menores, como as da África. Em países como Fiji, Jamaica e Trinidad e Tobago, mais de 40% da população com grandes habilidades vive em outro país. Cerca de metade dos médicos desses países trabalha no exterior.

Educação

Os dados ainda mostram que as mulheres com ensino superior (terceiro grau) costumam ir mais aos países desenvolvidos do que os homens.

Os imigrantes ainda são mais qualificados do que os nativos: um a cada quatro visitantes concluíram o ensino superior, enquanto, entre os nativos, a proporção é de um para cada cinco.