IBGE: rendimento médio do trabalhador tem queda de 0,6% em fevereiro

No confronto com o terceiro mês de 2007, o valor teve variação positiva de 2,0%, atingindo R$ 1.188,90

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.188,90) apresentou queda de 0,6% no terceiro mês do ano, na comparação com fevereiro. Já no confronto com março do ano passado, o valor aumentou 2,0%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (24), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a fevereiro, São Paulo (-1,9%), Salvador (-3,1%), e Recife (-4,3%) registraram queda no rendimento médio real da população ocupada. Já Belo Horizonte (3,1%) e Rio de Janeiro (1,6%) obtiveram alta na mesma base comparativa. Porto Alegre se apresentou estável.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu nas regiões de Porto Alegre (5,6%), Salvador (5,8%), Belo Horizonte (8,2%), Rio de Janeiro (0,4%) e São Paulo (0,8%). Houve queda no rendimento em Recife (0,9%).

Autônomos, formais e informais

Entre fevereiro e março, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 4,4%, atingindo R$ 1.013,50. Frente ao terceiro mês de 2007, houve alta de 3,4%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro tiveram queda de 6,1% no confronto mensal, ficando em R$ 758,90, e alta de 1,5% na comparação com março do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos se mantiveram estáveis no terceiro mês de 2008, atingindo R$ 1.138,50. Frente a março de 2007, também houve estabilidade.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a fevereiro, quatro atividades econômicas tiveram alta na renda: construção (5,4%), comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (2,3%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (2,5%); serviços domésticos (1,6%).

Já educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-1,8%); indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-6,6%); outros serviços – alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais – (-0,4%) apresentaram quedas.

Considerando o confronto anual, somente os setores de indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-6,2%) e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,5%) tiveram redução no rendimento médio real habitualmente recebido.