IBGE: rendimento médio do trabalhador tem crescimento de 1,0% em abril

No confronto com o quarto mês de 2007, o valor teve variação positiva de 2,8%, atingindo R$ 1.208,10

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.208,10) apresentou aumento de 1,0% no quarto mês do ano, na comparação com março. Já no confronto com abril do ano passado, o valor aumentou 2,8%.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (21), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a março, Salvador (-3,1%), Belo Horizonte (-1,7%) e Porto Alegre (-1,5%) registraram queda no rendimento médio real da população ocupada. Já Recife (7,7%) e Rio de Janeiro (5,4%) obtiveram alta na mesma base comparativa. São Paulo ficou estável.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões pesquisadas, Porto Alegre (4,6%), Salvador (2,3%), Belo Horizonte (3,0%), Rio de Janeiro (5,2%), São Paulo (1,2%), Recife (2,9%).

Autônomos, formais e informais

Em abril, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 1,7%, atingindo R$ 1.019,45. Frente ao quarto mês de 2007, houve alta de 8,1%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro tiveram alta de 1,1% no confronto mensal, ficando em R$ 763,35, e alta de 4,1% na comparação com abril do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos obtiveram queda de -0,5% no quarto mês de 2008, atingindo R$ 1.139,40. Frente a março de 2007, também houve queda de -2,0%.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a março, cinco atividades econômicas tiveram alta na renda: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (2,8%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (0,2%); serviços domésticos (1,8%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,1%); indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,3%);

Já construção (-3,2%) e outros serviços – alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais – (-0,6%) apresentaram quedas.

Considerando o confronto anual, somente os setores de indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-3,7%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-1,1%) e outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais) (-0,9%) tiveram redução no rendimento médio real habitualmente recebido.