IBGE: rendimento médio do trabalhador brasileiro fica estável novamente em maio

Por outro lado, na comparação com o quinto mês de 2006, houve alta de 3,9%, sendo que o valor atingiu R$ 1.120,30

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro (R$ 1.120,30) ficou estável novamente no quinto mês do ano, na comparação com abril. Entretanto, no confronto com maio de 2006, o valor teve variação positiva de 3,9%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (21), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a abril, houve aumento na renda em três regiões: Salvador (5,9%), São Paulo (0,4%) e Recife (0,2%). Na outra ponta, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro tiveram queda de 0,9%, 0,5% e 0,5%, respectivamente.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada também cresceu em três regiões analisadas: Salvador (12,9%), Rio de Janeiro (8,8%) e São Paulo (3%). Em Porto Alegre houve estabilidade, e em Recife (-2,2%) e Belo Horizonte (-1,4%), queda.

Autônomos, formais e informais

Entre abril e maio, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 0,4%, atingindo R$ 915,30. Frente ao quinto mês de 2006, houve 5,1% de crescimento.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro aumentaram 6% no confronto mensal, atingindo R$ 746,40. Já na comparação com maio do ano passado, a alta foi de 12,2%.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos caíram 0,2% na passagem entre o quarto e o quinto mês deste ano, atingindo R$ 1.102,80. Frente a maio de 2006, foi registrada alta de 1,4%.

Renda por atividade econômica

No quinto mês do ano, frente a abril, três atividades econômicas tiveram aumento na renda: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (6,3%); serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (5,6%); e serviços domésticos (2,9%).

Outros três tiveram queda: construção (-5,1%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-3,3%); e outros serviços (-4,8%); e um – indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água – apresentou estabilidade.

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Considerando o confronto anual, todos os setores analisados pelo IBGE tiveram alta no rendimento médio, exceto a construção, que apresentou estabilidade.