IBGE: rendimento médio do trabalhador brasileiro fica estável em setembro

Por outro lado, no confronto com o nono mês de 2006, o valor teve variação positiva de 2,5%, atingindo R$ 1.115,00

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro (R$ 1.115,00) não apresentou variação no mês de setembro deste ano, na comparação com agosto. Já no confronto com o nono mês de 2006, o valor aumentou 2,5%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (25), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a agosto, Recife e Belo Horizonte registraram queda na renda, de 6,1% e 1,9%, respectivamente. Já o Rio de Janeiro e Porto Alegre tiveram alta, de 2% em ambos os casos.

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No ano, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões analisadas, com exceção de Salvador (queda de 3,1%): Recife (2,6%), Belo Horizonte (1,4%), Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (1,4%) e Porto Alegre (3,5%).

Autônomos, formais e informais

Entre agosto e setembro, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 5,6%, atingindo R$ 940,20. Frente ao nono mês de 2006, houve 8,5% de crescimento.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro tiveram queda de 2,7% no confronto mensal, ficando em R$ 730,00, e de 0,3% na comparação com setembro do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos caíram 0,4% na passagem entre o oitavo e o nono mês deste ano, atingindo R$ 1.084,50. Frente a setembro de 2006, a queda foi de 1,3%.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a agosto, duas atividades econômicas tiveram queda na renda: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-2,0%) e serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-1,8%).

Já indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,1%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,5%) apresentaram as maiores altas.

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Considerando o confronto anual, todos os setores analisados pelo IBGE tiveram alta no rendimento médio.