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IBGE: rendimento médio do trabalhador brasileiro cai 0,5% em junho

Por outro lado, no confronto com o sexto mês de 2006, o valor teve variação positiva de 2,7% e chegou a R$ 1.119,20

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro (R$ 1.119,20) diminuiu 0,5% no sexto mês do ano, na comparação com maio. Por outro lado, no confronto com junho de 2006, o valor teve variação positiva de 2,7%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a maio, houve aumento na renda no Rio de Janeiro (1,8%) e Porto Alegre (0,6%). Já Salvador e São Paulo tiveram queda, de 4,9% e 1,8%, respectivamente, e Belo Horizonte e Recife apresentaram estabilidade no rendimento em junho.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em quatro regiões analisadas: Salvador (7,3%), Rio de Janeiro (8,8%), Porto Alegre (6,5%) e Belo Horizonte (2,3%). Em Recife (-4,1%) e São Paulo (-1%) houve queda.

Autônomos, formais e informais

Entre maio e junho, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 3,4%, atingindo R$ 949,80. Frente ao sexto mês de 2006, houve 10,1% de crescimento.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro aumentaram 2,6% no confronto mensal, atingindo R$ 768,50. Já na comparação com junho do ano passado, a alta foi de 9,4%.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos caíram 2,67% na passagem entre o quinto e o sexto mês deste ano, atingindo R$ 1.077,50. Frente a junho de 2006, foi registrada redução de 2,11%.

Renda por atividade econômica

No sexto mês do ano, frente a maio, quatro atividades econômicas tiveram aumento na renda: construção (0,8%); serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (1,6%); serviços domésticos (0,8%); e outros serviços (1,9%).

Outros três tiveram queda: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-2,1%); comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,8%); e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-1,5%).

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Considerando o confronto anual, todos os setores analisados pelo IBGE tiveram alta no rendimento médio, exceto a construção, que apresentou queda de 2,9%, e a indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água construção, que teve estabilidade.