IBGE: rendimento médio do trabalhador brasileiro cai 0,5% em agosto

Por outro lado, no confronto com agosto de 2006, o valor teve variação positiva de 1,2%, atingindo R$ 1.109,40

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro (R$ 1.109,40) diminuiu 0,5% no oitavo mês do ano, na comparação com julho. Já no confronto com agosto de 2006, o valor teve variação positiva de 1,2%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (20), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a julho, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre registraram queda na renda, de 3%, 0,4% e 0,9%, respectivamente. Já Recife (4,5%) e Belo Horizonte (0,7%) tiveram alta.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em cinco regiões analisadas: Salvador (2%), Rio de Janeiro (3,9%), Porto Alegre (2,5%), Belo Horizonte (1,9%) e Recife (6,6%). Apenas em São Paulo houve queda, de 0,9%.

Autônomos, formais e informais

Entre julho e agosto, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou queda de 4,8%, atingindo R$ 888,30. Frente ao oitavo mês de 2006, houve 5,2% de crescimento.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro ficaram estáveis no confronto mensal, em R$ 748,30, e aumentaram 1,6% na comparação com agosto do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos caíram 1,3% na passagem entre o sétimo e o oitavo mês deste ano, atingindo R$ 1.086,80. Frente a agosto de 2006, foi registrada uma queda de 1,5%.

Renda por atividade econômica

No oitavo mês do ano, frente a julho, três atividades econômicas tiveram queda na renda: construção (-2,9%), serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-0,7%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-3,4%). Serviços domésticos e outros serviços tiveram estabilidade.

Já indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1,7%) e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (0,4%) apresentaram alta.

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Considerando o confronto anual, todos os setores analisados pelo IBGE tiveram alta no rendimento médio, exceto o de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, que teve queda de 1,1%.