IBGE: rendimento médio do trabalhador brasileiro aumenta 2,5% em fevereiro

Valor atingiu R$ 1.096,30, sendo que, na comparação com o segundo mês do ano passado, foi verificada alta de 6,1%

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro cresceu 2,5% no segundo mês do ano, na comparação com janeiro, passando para R$ 1.096,30. No confronto com fevereiro de 2006, o valor teve variação positiva de 6,1%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (29), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a janeiro, houve aumento na renda em três regiões: São Paulo (4,7%), Porto Alegre (2,6%) e Rio de Janeiro (0,4%). Já Belo Horizonte (-1,1%) e Recife (-0,8%) tiveram queda e Salvador apresentou estabilidade.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões analisadas: Recife (10,4%), Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo (todos em torno de 6,3%), Porto Alegre (4,9%) e Salvador (3,6%).

Autônomos, formais e informais

Entre janeiro e fevereiro, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria aumentou 5%, chegando a R$ 914,20. Frente ao segundo mês de 2006, houve alta de 10,2%.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro aumentaram 3,9% no confronto com janeiro, atingindo R$ 749,00. Na comparação com o fevereiro de 2006, houve uma alta de 8,8%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, os rendimentos subiram 4,6% na passagem entre os dois primeiros meses deste ano, atingindo R$ 1.094,80. Frente ao segundo mês do ano passado, foi registrada alta de 6,8%.

Renda por atividade econômica

No segundo mês do ano, frente a janeiro, algumas atividades econômicas tiveram aumento na renda: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (10,3%), construção (5,4%), educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (1,0%) e outros serviços (2,0%).

Já as quedas foram sentidas no comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-0,9%), serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-1,3%) e serviços domésticos (-2,7%).

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No confronto anual, houve alta na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (15,5%); construção (18,5%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (2,7%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (6,5%); serviços domésticos (5,6%) e outros serviços (5,1%).

Por outro lado, o comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-5,3%) apresentou redução no rendimento médio de seus empregados.