IBGE: rendimento médio do trabalhador aumenta 4% em 12 meses

Referência é novembro de 2007; no confronto mensal, houve alta de 0,9%, atingindo R$ 1.273,60 em novembro de 2008

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.273,60) apresentou alta de 0,9% em novembro, na comparação com outubro. Já no confronto com novembro do ano passado, o valor aumentou 4%.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (19), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a outubro, Recife (1,4%), Salvador (1,1%) e São Paulo (2,3%) registraram alta no rendimento médio real da população ocupada. Já Belo Horizonte (-1,5%) e Porto Alegre (-1,8%) apresentaram queda. No Rio de Janeiro houve estabilidade.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em quatro das seis regiões pesquisadas: Salvador (8,0%), Belo Horizonte (3,1%), Rio de Janeiro (6,9%) e São Paulo (3,3%). Recife registrou queda de 2,4%.

Autônomos, formais e informais

Em novembro, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou queda, atingindo R$ 1.036,60 (variação de -1,9%). Frente ao décimo primeiro mês de 2007, houve acréscimo de 1,6%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro caíram 2,5% no confronto mensal, ficando em R$ 792,00, e queda de 1,1% na comparação com novembro do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos obtiveram acréscimo de 4% no penúltimo mês de 2008, atingindo R$ 1.266,50. Frente ao mesmo período de 2007, houve aumento de 7,2%.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a outubro, os profissionais de três atividades econômicas tiveram alta na renda: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (2,6%), serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (2,4%) e outros serviços (6,8%).

Já indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-4%), construção (-1,7%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,9%) apresentaram quedas. Enquanto que no grupamento de atividade serviços domésticos não ocorreram mudanças.

Considerando o confronto anual, todos os grupamentos de atividade investigados pela PME apresentaram alta.