IBGE mostra setores que contrataram mais e pagaram melhor em 2003

Comércio é mais numeroso, Indústria concentra salários pagos e Intermediação Financeira paga remuneração mais alta

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SÃO PAULO – Em 2003, existiam no País nada menos que 5,2 milhões de empresas formalmente constituídas e inscritas no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). A maioria absoluta se referia a empresas privadas (90,2%), sendo que as demais se dividiam entre órgãos da administração pública (0,3%) e entidades sem fins lucrativos (9,5%).

Naquele ano, 28,5 milhões de pessoas estavam empregadas recebendo salário, sem contar os 7,2 milhões de sócios ou proprietários em exercício na atividade. Apenas nas empresas, havia 19 milhões de trabalhadores, 28,3% a mais que em 1996.

Empresas gastaram R$ 215,4 bilhões em salários

Neste contexto, a massa salarial paga chegou a R$ 341 bilhões, ou a um salário médio de R$ 920,69. Desconsiderando a esfera pública e entidades sem fins lucrativos, as empresas desembolsaram R$ 215,4 bilhões em salários dois anos atrás, expressivo crescimento de 88% sobre 1996.

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A concentração tanto de empregos como da massa salarial estava nas empresas com mais de 100 funcionários: 49,9% e 68,4% do total, respectivamente. Nas pequenas, com até 29 empregados, a representatividade em 2003 era de 34,1% no pessoal assalariado e 18,6% na massa salarial. Vale destacar que, em relação a 1996, os dois indicadores cresceram entre as pequenas e foram reduzidos entre as grandes.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram extraídos de pesquisas econômicas do órgão e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.

Comércio é mais numeroso

Ainda de acordo com o Cadastro Central de Empresas 2003, em número de empresas o setor Comércio lidera tanto nos registros de 1996 como em 2003, com participação de 48,4% e 52,2% do total, respectivamente. Na seqüência, mesmo com recuo entre os períodos analisados, estão a Indústria de Transformação (16,8% para 14,9%) e as Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (9,1% para 8,8%).

Indústria tem mais empregos

No que se refere ao emprego, a Indústria de Transformação contratou 29,9% do pessoal assalariado em 2003, sendo a maior empregadora, mesmo com a redução diante de 1996, quando a participação era de 32,6%. Já o setor Comércio respondeu pela participação de 25,8%, um significativo incremento em relação aos 21,9% de 1996. O pior desemprego ficou com o quinto maior empregador, o setor de Construção Civil, cuja participação no total de empregos gerados caiu de 6,2% para 5,4%.

Intermediação financeira paga melhor

Finalmente, o estudo revela também onde foram pagos os melhores salários, cuja média nas empresas, em termos reais (descontada a inflação), caiu de R$ 590 para R$ 525,29, denotando recuo de 11% no período.

Em termos de participação, em relação à remuneração total paga em 2003, a Indústria ficou em primeiro lugar (35,6%), seguida mais uma vez pelo Comércio (16,4%) e Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (11,4%). Em 1996 estes percentuais eram de 38,4%, 13,8% e 8,2%, respectivamente.

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Já em termos absolutos, o salário mais alto foi pago pela Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados: R$ 1.438,00, mesmo com diminuição em relação a 1996 (R$ 1.627,00). O menor salário, por sua vez, foi pago pelo grupo Pesca, que em 1996 valia R$ 313 e baixou para R$ 235 em 2003. Na média, a diferença entre os maiores e menores salários médios caiu de 6,4 vezes para 6,1 vezes nos últimos anos.