IBGE: folha de pagamento na indústria cai 2,3% em abril, após quatro altas seguidas

Apesar da retração sobre março, índice subiu 4% em relação a 2004 e mantém expansão de 3,8% no acumulado do ano

SÃO PAULO – Ao contrário do resultado positivo verificado no nível de emprego, a folha de pagamentos da indústria brasileira recuou 2,3% em abril, na comparação com março, interrompendo trajetória de quatro altas consecutivas, período em que o indicador expandiu 8,0%.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira (15), são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revela, ainda, crescimento de 4,0% diante de abril de 2004, e evolução de 7,6% na somatória dos últimos 12 meses. Já o resultado acumulado este ano é positivo em 3,8%.

Embora a sondagem indique variação negativa na folha de pagamento sobre o mês anterior, vale ressaltar que o patamar verificado em abril é o mais alto para o período já apurado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2001.

Análise por setor e região

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Considerando os valores acumulados em 2005, e sua comparação com o mesmo período de 2004, a pesquisa do IBGE demonstra alta na folha de pagamentos em 11 das 18 atividades analisadas, com destaques para meios de transporte (10,3%), máquinas e equipamentos (10,5%) e alimentos e bebidas (8,4%). Em contrapartida, as principais pressões negativas vieram de papel e gráfica (-7,4%) e minerais não-metálicos (-7,8%).

Em termos regionais, a alta na folha de pagamentos mais expressiva ao longo de 2005 ocorreu em Minas Gerais (11,7%), que foi seguida pelo Espírito Santo (7,4%). A maior influência para a formação do índice geral, contudo, coube ao Estado de São Paulo, onde o indicador subiu 2,9% de janeiro a abril deste ano, em relação ao quadrimestre inicial de 2004. Pernambuco, por sua vez, ficou com a única taxa negativa (-1,7%).