IBGE: folha de pagamento de julho da indústria registra leve recuo de 0,1%

Sobre julho de 2004, houve incremento de 3,1%; no acumulado desde janeiro, a alta chega a 3,9%

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SÃO PAULO – Após ter recuado 2,4% sobre maio, a folha de pagamento da indústria brasileira registrou leve retração de 0,1% em julho na comparação ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais.

Nas demais bases de comparação, contudo, o indicador segue em alta. Sobre julho do ano passado, a folha teve incremento de 3,1%; no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a alta chega a 3,9%; em 12 meses, a 6,4%.

Os números foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (16) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

Análise por setor e região

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Considerando os valores pagos pela indústria no sétimo mês de 2005, o IBGE constata evolução em 12 das 18 atividades analisadas, diante do ano passado, com destaques para alimentos e bebidas (11,1%) e meios de transporte (9,0%). Por outro lado, a principal pressão negativa veio da indústria extrativa (-19,5%).

Em termos regionais, a alta mais significativa na folha de pagamento da indústria, levando em conta a base comparativa anual, ocorreu em São Paulo (4,6%), em decorrência das atividades de alimentos e bebidas (14,8%) e meios de transporte (8,7%).

Na outra ponta, a maior pressão negativa veio do Rio de Janeiro (-10,0%), puxada pela acentuada queda na indústria extrativa (-57,7%). Vale dizer que a elevada queda acontece em um momento atípico, pela forte base de comparação, já que em julho de 2004 houve distribuição de participação nos lucros em importantes empresas do setor.

Ao todo, 11 estados registraram desempenhos positivos no mês, entre os 14 locais pesquisados.

Valor da folha de pagamento

Vale dizer que o IBGE considera em sua pesquisa mensal o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens, e participação nos lucros.