IBGE: folha de pagamento da indústria recuou 1,6% em outubro

Já em relação a outubro de 2004, houve alta de 2,5%. No acumulado do ano, o resultado também é positivo: 3,8%

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento da indústria brasileira recuou 1,6% em outubro em comparação a setembro, já descontando os efeitos sazonais. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação a outubro de 2004, houve alta de 2,5%. No acumulado do ano e no acumulado dos últimos doze meses os resultados também são positivos: 3,8% e 4,9%, superiores ao mesmo período do ano passado, respectivamente. Somente o indicador de média móvel trimestral apresentou ligeira queda, de 0,3%.

Análise por setor e região

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Considerando os valores pagos pela indústria, o IBGE constata evolução em 12 das 18 atividades analisadas, diante do mesmo mês do ano passado, com destaques para alimentos e bebidas (11,7%), produtos químicos (5,9%) e máquinas e equipamentos (4,4%). As principais pressões negativas vieram dos setores de calçados e artigos de couro (-14,1%) e meios de transporte (-4,5%).

Em termos regionais, as maiores contribuições positivas, também levando em conta a base comparativa anual, vieram de São Paulo (1,7%) e Minas Gerais (8,5%). O destaque negativo ficou com o Rio Grande do Sul (-4%). Dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, onze apresentaram ampliação da folha de pagamento, um a mais do que em setembro.

O IBGE considera em sua pesquisa mensal o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.