IBGE: desemprego em agosto permanece em 9,4% da PEA pelo terceiro mês

No confronto com agosto de 2004, a redução da taxa é de 2 p.p.; Instituto estima 2,1 milhões de desempregados

SÃO PAULO – Mais uma vez a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil permaneceu estável em 9,4% no mês de agosto na comparação com julho, mantendo o mesmo nível de junho, e ainda o patamar mais baixo de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada nesta quinta-feira (22).

No confronto com igual período de 2004, a redução da taxa chega a 2 pontos percentuais, uma vez que em agosto de 2004 ela estava em 11,4% da População Economicamente Ativa (PEA).

Desempregados

A pesquisa revela também que o contingente de desempregados permaneceu em 2,1 milhões na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife. A população ocupada nestas regiões metropolitanas foi estimada em 19,9 milhões. Entre os desocupados, houve queda de 17,1% sobre agosto de 2004, enquanto entre os ocupados a pesquisa revela alta de 2,4% em igual período.

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Apenas duas capitais registraram queda de desocupação em agosto: Salvador (caiu de 15,7% para 15,5%) e São Paulo (passou de 9,9% para 9,4%). Nas demais regiões houve aumento do desemprego, com destaque para Recife (de 12,7% para 13,4%) e Porto Alegre (de 7% para 7,6%).

No último ano as variações são mais significativas, já que no confronto com agosto de 2004, as regiões metropolitanas de Belo Horizonte (de 10,2% para 8,3%), Rio de Janeiro de (8,6% para 7,4%) e São Paulo (de 12,6% para 9,4%), apresentaram maior queda do nível de desemprego, diante da relativa estabilidade notada em Recife, Salvador e Porto Alegre.

Mais contratações em 12 meses

A estabilidade da taxa de desemprego na passagem de julho para agosto se refletiu no volume de contratações dos diversos setores da economia, como a indústria, o comércio e os serviços, que não apresentaram grandes variações no contingente de mão-de-obra.

Na relação com igual período do ano passado, a população ocupada ganhou incremento de 469 mil pessoas. Foi registrado aumento nesta estimativa em Salvador (3,3%), São Paulo (3,9%) e Porto Alegre (4,2%).

Grupamentos de atividade e categorias de empregos

Entre os grupamentos de atividade, apenas o de Serviços Prestados (que representa 14,3% da PO) apresentou alteração significativa em relação a julho de 2005: 5,7% (+ 154 mil pessoas). Frente a 2004, houve variação positiva de 7,3%. Por região, São Paulo se destaca nas duas análises, ao registrar acréscimo tanto sobre julho (6,7%) como frente a agosto de 2004 (9,9%).

Considerando a categoria dos empregos, as vagas formais, com carteira de trabalho assinada, aumentaram 6,2% (+ 462 mil pessoas) em um ano e passaram a responder por 40% do total da população ocupada nas regiões analisadas pelo IBGE. Os destaques ficaram com São Paulo (10,4%) e Porto Alegre (10,3%).

Representando 15,5% da PO, os postos de trabalho informal ficaram estáveis diante de agosto de 2004, mesmo comportamento notado entre os profissionais autônomos, que respondem por 19,4% da PO.