Hormônio sexual no organismo feminino interfere na escolha da profissão

Quanto mais hormônios sexuais, maiores as chances das mulheres optarem por carreiras tradicionalmente masculina

SÃO PAULO – Um estudo que relaciona a influência dos hormônios no comportamento humano constatou que, quanto mais hormônios sexuais presentes no organismo das mulheres, mais altas são as chances de elas optarem por um carreira majoritariamente masculina.

A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira (1) no Hormones and Behavior, um periódico da Society for Behavioral Neuroendocrinology, dos Estados Unidos. Ainda, o grupo responsável pela pesquisa foi coordenado pela professora de psicologia e pediatria da Universidade de Penn State, Sheri A. Barenbaum.

Comparações
O estudo comparou as preferências de dois grupos de adolescentes e jovens adultos. O primeiro grupo era composto por indivíduos que possuíam um distúrbio genético responsável por elevar a quantidade de hormônios sexuais masculinos no corpo, conhecido como HAC ou hiperplasia adrenal congênita. O segundo grupo não possuía o distúrbio.

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Todos os participantes tiveram de classificar 64 profissões, entre as que gostariam ou não de fazer. Além disso, para fins de pesquisa, as profissões foram separadas em duas categorias, de acordo com a atenção que a atividade exigia para ‘coisas’ ou ‘pessoas’.

Por exemplo, carreiras em educação e arte eram classificadas como sendo voltadas para ‘pessoas’. Já as profissões dentro do universo das ciências exatas, como engenharia, matemática e física, foram classificadas como ‘coisas’. Houve também profissões selecionadas como intermediárias, a exemplo da carreira de empreendedor.

Ao cruzar os dados, relacionando os grupos de pessoas e suas escolhas, foi possível observar que as mulheres com HAC, assim como os homens, mostravam ter preferência por ocupações classificadas como ‘coisas’ do que as mulheres sem HAC, que, por sua vez, optaram em sua maioria por carreiras relacionadas a pessoas.

No caso dos homens, não foram observadas grandes diferenças em relação às preferências pelas carreiras entre aqueles que possuíam o distúrbio e aqueles que não.