Hora do feedback: nova abordagem permite tirar o melhor proveito

Reunião de feedback é o momento ideal para se aprofundar nas questões do trabalho que afligem profissionais

SÃO PAULO – Dificilmente os profissionais fazem perguntas inusitadas aos responsáveis pela avaliação de desempenho na hora do feedback. Por vezes, eles questionam os resultados e outros pontos, que não são exatamente aqueles que os afligem no dia-a-dia.

A sócia da SEC Talentos Humanos, Vivian Maerker, explica que isso acontece porque as pessoas não têm o costume de se preparar para a reunião de feedback. “É preciso se preparar para a reunião, fazendo um levantamento do trabalho executado no período abrangido pela avaliação. O ideal é utilizar a reunião para trocar idéias: concordar, discordar e tirar dúvidas”.

Em outras palavras, é o momento ideal para que você se aprofunde nas questões do trabalho que o tiram do sério, sem medo e de forma sincera. “Pergunte como pode fazer diferente, pergunte tudo que precisar, pois quem dá o feedback geralmente esquece muitas coisas e escolhe apenas alguns tópicos”, conta Vivian. “O feedback deve ser utilizado como ferramenta de direcionamento da carreira“.

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Não é difícil entender por que o avaliador esquece alguns pontos da avaliação. As empresas costumam dedicar poucos dias à avaliação de desempenho, de forma que são realizadas várias reuniões de feedback seguidas.

Assuntos delicados

Supondo que você acredite que deixa a desejar na execução de determinada atividade. Ao se comparar com os colegas, nota que está um nível abaixo, e que tem algumas dificuldades. Mas o avaliador não faz nenhuma referência ao assunto durante a reunião de feedback. É a hora de trazer o problema à tona, sem receio do que pode ouvir. “As pessoas têm medo porque acreditam que é uma reunião para receber críticas”.

Os questionamentos também são mais do que válidos, porém, tenha cuidado dobrado ao discordar. “A conversa é uma via de duas mãos, de maneira que o profissional tem direito de concordar e discordar. Mas discordar é perigoso. A discordância deve se dar para entender melhor a situação, e nunca pode denotar uma afronta”.

Portanto, a recomendação é não enfrentar e evitar ser agressivo nas palavras. “Você pode acreditar que está fazendo o melhor, mas nem sempre o melhor é o certo. É importante entender a visão do líder”, conclui Vivian. Anotou as dicas? Então, boa sorte na reunião!