Guerra entre departamentos: por que os profissionais não se entendem?

Como os funcionários de TI, acostumados a lidar com máquinas, poderiam ter uma relação excelente com o RH?

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SÃO PAULO – O setor de tecnologia da informação de sua empresa não se dá bem com o de Recursos Humanos? A auditoria é uma pedra no sapato do jurídico? Os engenheiros não entendem os marqueteiros? E o financeiro é vilão de todos?

O diretor executivo do Insadi, Dieter Kelber, garante que essas situações não são raras dentro das organizações. Quem perde com a falta de união, no final das contas, é a empresa.

Todos os departamentos deveriam caminhar juntos para uma mesma direção. O apoio deveria ser mútuo. Mas, o que encontramos com mais frequência, é uma verdadeira guerra entre os departamentos. Às vezes, ela é declarada. Outras, mascarada. Mas todos sabem que existe.

Por trás dos conflitos

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Kelber garante que os conflitos entre departamentos são comuns. “Uma mesma empresa abriga profissionais de diversas formações. Como os meninos do departamento de TI, acostumados a lidar com máquinas, poderiam ter uma relação excelente com o pessoal de Recursos Humanos, que lida com o ser humano?”.

Segundo ele, o mesmo problema pode ocorrer com os engenheiros, que costumam agir de forma racional, e os profissionais de propaganda e marketing, inevitavelmente criativos. “Já o setor financeiro pode ser o horror de todos os departamentos, porque está sempre olhando para os custos”, conta.

O eterno dilema do RH

Justamente para evitar conflitos com outros departamento, bem como com a diretoria, Kelber avisa que o departamento de RH se transforma em RD. “Ele deixa de ser de relações humanas e passa a ser de relações desumanas”, garante. “Nem sempre o RH defende o interesse dos funcionários. Esse é só o discurso. Na prática, muitas vezes, é apenas uma ferramenta da administração. Mas não é sua culpa. Não é o RH que manda embora, e sim os líderes. O RH é apenas o executor”.

É preciso conviver…

O diretor executivo do Insadi lembra que os conflitos dificilmente são declarados, embora sejam visíveis. “O importante é não extrapolar os limites e sempre respeitar o nível hierárquico”.

Ele explica que não é à toa que cada vez mais as empresas procuram profissionais com visão mais abrangente. Formações amplas, por exemplo, são bem-vindas. É interessante, para um engenheiro, se especializar em marketing, por exemplo.

“O próprio mercado de trabalho obriga as empresas a buscar esses perfis. Hoje, há poucos trabalhos que não obrigam o profissional a lidar com gente. Mesmo quem trabalha com tecnologia precisa ter um bom relacionamento com clientes internos e externos. É como um time de futebol. Se o zagueiro não estiver sintonizado com o atacante, o time perde”, finaliza.

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