Grande SP: emprego formal no varejo cresce 7,4% em 2010, diz Fecomercio

Durante o último ano, foram criadas 64.339 vagas com carteira assinada, contra 40.556 registradas em 2009

SÃO PAULO – O nível de emprego do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo encerrou 2010 com aumento de 7,4%, na relação com 2009, e saldo de 938.426 posições ocupadas.

Durante o ano passado, foram criadas 64.339 vagas com carteira assinada, contra 40.556 em 2009. Entre novembro e dezembro de 2010, o aumento foi de apenas 0,1%.

Os dados baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (1).

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O cenário de grande oferta de crédito, aliado ao aumento da massa salarial e da intenção de consumo das famílias (ICF), aumentou a expectativa dos empresários do varejo em relação ao rumo dos seus negócios e colaborou para manter a trajetória de alta do emprego.

Entre os setores que compõem o varejo, todas as atividades do comércio apresentaram resultados melhores em comparação a 2009: supermercados (Alimentos e Bebidas) teve 14.313 vagas a mais, lojas de vestuário, tecidos e calçados criaram 10.944 vagas, materiais de construção, 7.797 postos de trabalho, farmácias e perfumarias, 4.941 e lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, 4.721.

Análise por segmento
A taxa de admitidos em 2010 ficou em 4,7%, enquanto a taxa de demitidos foi de 4,1%. Já a rotatividade no comércio geral permaneceu estável na comparação com 2009, chegando a 4,4%.

Os segmentos que descreveram as menores taxas de rotatividade foram lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e lojas de móveis e decorações, ambas com 4%, lojas de autopeças de acessórios com 3,8% e concessionários de veículos com 3,7%.

Salários médios
O salário médio do comércio varejista ficou em R$ 1.338. As atividades que registraram os maiores salários foram lojas de departamento, com R$ 2.234, lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, com R$ 1.833, concessionárias de veículos, com R$ 1.632, e autopeças e acessórios, com R$ 1.418. Já o setor de supermercados apontou a menor média salarial, de R$ 1.136.