Governo: poder de compra aumenta entre trabalhadores de baixa renda em SP

Para quem ganha um salário mínimo, a jornada de trabalho caiu, enquanto o reajuste salarial foi de 50% entre 2002 e 2005

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SÃO PAULO – Os trabalhadores paulistanos que ganham um salário mínimo aumentaram seu poder de compra nos últimos anos, garante a Assessoria Especial da Presidência da República, que ponderou os estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a este respeito.

O levantamento levou em consideração a variação do poder aquisitivo e o custo dos produtos que compõem a cesta básica, de setembro de 2002 até setembro deste ano. No período, os preços de itens como carne, leite, feijão, arroz, pão e até cimento não aumentaram na mesma proporção que o salário mínimo.

No período, o reajuste destes produtos variou de 8,69% (arroz) a 23,93% (leite), enquanto o salário mínimo saltou 50%, passando de R$ 200 para R$ 300. “Quando o salário sobe mais que o custo de vida ou dos alimentos, aumenta o poder de compra”, garante José Maurício Soares, responsável pela pesquisa de Cesta Básica do Dieese.

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Com base nos dados fornecidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o reajuste real do mínimo foi de 3,2%, em 2004, e de 7,9% em 2005, se descontada a inflação.

Jornada de trabalho

Segundo o Dieese, o trabalhador precisou arregaçar as mangas por menos tempo para receber seu salário mínimo no final do mês. Neste ano, os proventos estavam garantidos com o mínimo de 126 horas e 23 minutos trabalhadas no mês, 55 horas menos que o necessário há 10 anos. Para comprar um quilo de pão em 2005, o consumidor precisaria trabalhar uma hora a menos que há três anos, quando eram indispensáveis 4 horas e 42 minutos para garantir a aquisição do item.

Soares explica que a simples queda da jornada de trabalho não garante aumento do poder de compra. “As duas coisas ocorrem simultaneamente. Se aumenta mais o salário do que os custos de qualquer item, o consumidor pode gastar mais com esta coisa ou pode poupar”. As informações são da Agência Brasil.