Governo concede mais de 17 mil autorizações de trabalho para estrangeiros

Segundo o MTE, o setor que mais demanda mão de obra estrangeira qualificada é a indústria do óleo e gás

SÃO PAULO – O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) concedeu 17.081 autorizações de trabalho para estrangeiros nos três primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma expansão de 31%.

Entre os fatores que mais contribuíram para o aumento foram as autorizações de até 90 dias para técnicos estrangeiros e responsáveis pela instalação de máquinas e equipamentos importados. Somado à isso, estão os vistos humanitários aos haitianos.

No total, as autorizações temporárias somaram 14.830, 21% a mais que no mesmo período em 2011. O coordenador-geral de Imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida, explica que crescimento desta modalidade de autorizações significa o aumento no volume de investimentos em setores intensivos em máquinas, equipamentos e também a absorção de tecnologias e conhecimentos específicos.

PUBLICIDADE

Vistos
Sobre a emissão de vistos, no primeiro trimestre deste ano, foram emitidos 320 para profissionais estrangeiros qualificados, o que representa uma alta de 33%, no confronto com o mesmo período do ano passado. Isso ocorre especialmente pela expansão das atividades no Brasil de empresas de capital estrangeiro e em razão do rodízio de profissionais internacionais dessas empresas.

O setor que mais demanda mão de obra estrangeira é o da indústria do óleo e gás, representando 30% de todas as autorizações de trabalho concedidas. O requisito básico para a vinda de profissionais estrangeiros ao Brasil é que esses profissionais não ocupem vagas que possam ser preenchidas por trabalhadores brasileiros.

Também foram registrados um aumento de 34% nas autorizações para a vinda de artistas estrangeiros para realização de shows e eventos no Brasil, com 600 vistos a mais que no primeiro trimestre de 2011. Já as autorizações para tripulantes temporários em embarcações de turismo estrangeira cresceram 20% por conta do aquecimento da atividade econômica de cruzeiros marítimos pela costa brasileira na temporada 2011 e 2012.