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CEO da United recusa bônus de 2017 para "passar mensagem" aos funcionários

No ano passado, a United e o CEO se viram em uma imensa crise de relações públicas após terem arrastado passageiro por avião 

Oscar Munhoz - United
(Divulgação/United)

SÃO PAULO – O CEO da United Airlines, Oscar Munoz, recusou seu bônus anual de 2017 em uma tentativa de “transmitir uma mensagem sobre a cultura da prestação de contas e integridade”, revelou nesta segunda-feira (23) em carta enviada aos funcionários da companhia.

“Tivemos alguns sucessos incríveis em 2017, mas também alguns contratempos. Eu pessoalmente aprendi muito com todas essas experiências, e estou mais determinado do que nunca para alcançar o que nos comprometemos a fazer”, escreveu o CEO.

Segundo a companhia, que divulgou seus resultados também nesta segunda-feira, a remuneração do CEO, principalmente em prêmios e ações, caiu quase pela metade no ano passado -- de US$ 18,7 milhões em 2016 para US$ 9,6 milhões. Também na apresentação de resultados a empresa anunciou que o presidente do grupo United Continental, Robert Milton, deixará o posto no próximo mês.

No ano passado, a United se viu em uma enorme crise de relações públicas após um passageiro da companhia, David Dao, ser arrastado a força da aeronave por não ceder seu lugar a um funcionário da United. Na época, Munoz chegou a culpar o próprio passageiro pelo ocorrido, acabou mudando seu posicionamento para amenizar a crise da empresa.  

 

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